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Ibovespa ronda 113 mil pontos com dados de emprego dos EUA e inflação no Brasil no radar

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Sede B3

Por Paula Arend Laier

SÃO PAULO (Reuters) - O Ibovespa rondava os 113 mil pontos nesta sexta-feira, zerando as perdas na semana, com o setor de mineração e siderurgia entre os destaques, em sessão com números do mercado de trabalho norte-americano e o comportamento da inflação no Brasil sob os holofotes.

Às 11:01, o Ibovespa subia 2,07%, a 112.872,17 pontos. O volume financeiro somava 5,9 bilhões de reais.

Até o momento, o Ibovespa rondava a estabilidade no acumulado da semana, após contabilizar uma queda de cerca de 2% até a véspera.

Nos Estados Unidos, o Departamento do Trabalho divulgou que foram criados 194 mil postos de trabalho fora do setor agrícola no mês passado, bem abaixo do esperado, mas revisou os dados de agosto para cima, enquanto a taxa de desemprego recuou para 4,8%.

O estrategista-chefe do banco digital Modalmais, Felipe Sichel, destacou que a criação de vagas foi fraca na margem, mas contemporizada pelo desemprego, revisão da leitura anterior, trabalhadores impedidos de trabalhar por motivos climáticos, o avanço nas horas médias trabalhadas, entre outros fatores.

"Assim, o cenário para o Fed (banco central dos EUA) torna-se mais desafiador dado que este foi o último 'payroll' antes da próxima reunião", afirmou em comentário a clientes, referindo-se ao encontro de política monetária do Federal Reserve agendado para 2 e 3 de novembro.

Em Wall Street, o S&P 500 rondava a estabilidade.

No Brasil, o IPCA acelerou com força em setembro, com alta de 1,16%, e superou 10% em 12 meses pela primeira vez em cinco anos e meio, mas ficou um pouco abaixo das estimativas no mercado, o que abria espaço para algum alívio na curva futura de juros, beneficiando certas ações na bolsa paulista.

Na visão do chefe de pesquisa econômica para a América Latina no Goldman Sachs, Alberto Ramos, o IPCA de setembro foi alto, mas ligeiramente abaixo do esperado, com surpresas favoráveis em alimentos e bebidas e serviços básicos, enquanto a inflação entre bens industriais e duráveis manteve-se elevada.

Ele destacou em comentários a clientes que pressões significativas de custos e insumos, aumento da inflação de serviços, riscos políticos e fiscais persistente, forças inerciais, entre outros fatores, estão contaminando as perspectivas para a inflação do próximo ano.

"Em um cenário de intensas pressões inflacionárias, é baixa a probabilidade de o Banco Central conseguir levar a inflação para a meta de 3,50% em 2022", estimou.

DESTAQUES

- VALE ON avançava 2,15%, após o minério de ferro de Dalian, na China, atingir máxima de um mês, com participantes do mercado otimistas com as perspectivas de demanda pelo material da maior produtora de aço do mundo. No setor, o destaque era USIMINAS, em alta de 6%.

- PETROBRAS PN tinha elevação de 2,2%, na esteira da alta do petróleo no mercado externo.

- ITAÚ UNIBANCO PN subia 2,2% e BRADESCO PN registrava acréscimo de 2%, embalados pelo clima mais comprador na bolsa como um todo.

- MULTIPLAN ON valorizava-se 6%, com o setor de shopping centers como um todo entre os destaques positivos, diante de alívio na curva de juros, que beneficiava vários ativos ligados ao mercado doméstico. IGUATEMI ON subia 6,3% e BRMALLS ON ganhava 5,45%.

- GPA ON recuava 4,2%, após a Cnova, empresa na qual detém uma participação de 34%, adiar um plano para levantar capital e afirmar que não poderia mais confirmar a projeção financeira dada em junho devido às condições desafiadoras de negócios no terceiro trimestre.

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(Edição Alberto Alerigi Jr.)

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