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Ibovespa resiste a Wall St e fecha no azul; IRB afunda quase 13%

Por Paula Arend Laier

SÃO PAULO (Reuters) - O Ibovespa fechou em alta nesta sexta-feira, resistindo à pressão negativa de Wall Street, com B3 e Weg entre os principais suportes, enquanto IRB Brasil desabou após precificar oferta de ações a 1 real por ação.

Índice de referência da bolsa brasileira, o Ibovespa subiu 0,42%, a 110.864,24 pontos. Na semana, o Ibovespa cedeu 1,28%. O giro financeiro na sessão somou 33,7 bilhões de reais.

Na visão do sócio da Manchester Investimentos Eduardo Cubas Pereira, a resiliência do Ibovespa refletiu números recentes da economia brasileira, como o PIB acima do esperado no segundo trimestre, divulgado na véspera.

Além disso, acrescentou, a inflação no Brasil mostra sinais de desaceleração, uma vez que o país começou o ciclo de aperto monetário mais cedo e agora caminha para encerramento do mesmo.

Pereira ainda destacou que, nos atuais níveis de avaliação, a bolsa tem atraído capital estrangeiro relevante nas últimas semanas, movimento que deve continuar, caso não haja divulgação de dados piores para o mercado brasileiro.

Em agosto até dia 30, o capital externo no mercado à vista de ações estava positivo em 17,2 bilhões de reais, ante entrada líquida de 1,85 bilhão de reais me julho, segundo dados da B3.

Nesta sessão, o Ibovespa fechou distante da máxima do dia de 112.264,17 pontos, conforme as bolsas de Wall Street passaram a trabalhar no vermelho após reação positiva a dados do mercado de trabalho dos Estados Unidos.

Nos EUA, foram abertas 315 mil vagas de trabalho fora do setor agrícola em agosto, ante 526 mil postos em julho. A taxa de desemprego aumentou de 3,5% para 3,7% e o salário médio por hora subiu 0,3%, após alta de 0,5% em julho.

Para Felipe Sichel, sócio e economista-chefe do Banco Modal, a desaceleração de salários e o aumento da taxa de desemprego, aliados às revisões para baixo das últimas divulgações, mostram sinais preliminares de alívio no mercado de trabalho.

Investidores conferem os dados de olho nos próximos passos do banco central norte-americano, uma vez que um mercado de trabalho muito aquecido pode demandar uma postura mais agressiva do Federal Reserve em relação aos juros para domar a inflação.

O índice S&P 500 fechou em baixa de 1,07%, com a percepção de que o mercado de trabalho dos EUA pode estar começando a perder força, em meio a preocupações com a crise do gás na Europa.

A partir de segunda-feira o Ibovespa terá nova composição, com entrada de Arezzo, São Martinho e Raízen e saída de JHSF.

DESTAQUES

- MRV ON avançou 8,14%, a 11,95 reais, mais uma vez entre os destaques positivos, com o índice do setor imobiliário em alta de 3,87%. O mercado reage a mudanças recentes no programa Casa Verde e Amarela, além de dados melhores da economia e leitura de que o ciclo de alta da Selic acabou ou está perto do fim.

- BRASKEM PNA subiu 6,84%, a 32,51 reais, com expectativas pela possível mudança do controle da petroquímica. Analistas do Citi elevaram a recomendação dos papéis a 'compra', citando fatores como múltiplos descontados e diversificação de receita e custo, mas cortaram o preço-alvo da ação.

- WEG ON fechou em alta de 6,45%, a 30,21 reais. Analistas do Itaú BBA reuniram-se com a companhia e reafirmaram visão positiva para a ação, citando o crescimento mais forte do que o esperado, enquanto a margem Ebitda deve fechar o ano na parte superior da faixa esperada pela empresa, de 17,2% a 18,0%.

- B3 ON avançou 4,46%, a 12,64 reais. Para o Citi, o volume de açoes negociado na B3 em agosto reforça a visão positiva para receitas da empresa, assim como a volatilidade esperada por causa das eleiçoes.

- PRIO ON valorizou-se 2,02%, a 27,75 reais, após a petrolífera assinar memorando com Prisma Capital referente à potencial combinação de negócios com a DOMMO ENERGIA, que cedeu 3,45%, a 1,68 real.

- IRB BRASIL ON despencou 12,86%, a 1,22 realeleiçõesrecificar na véspera oferta de 1,2 bilhão de reais em ações a 1 real por papel. Os recursos serão usados para reenquadrar métricas regulatórias. No pior momento, a ação chegou a 1,08 real - queda de 22,86% e mínima histórica intradia.

- PETROBRAS PN recuou 1,27%, a 33,42 reais, em meio a movimentos de realização de lucros, apesar da recuperação do petróleo no mercado externo. Os preços da commodity subiram com expectativas de que a Opep+ discutirá cortes de produção em 5 de setembro.

- VALE ON caiu 1,52%, a 62,92 reais, refletindo a queda do preço do minério de ferro, em meio a preocupações com a demanda, enquanto a China enfrenta novos surtos de Covid-19. Na bolsa de Dalian, a cotação da commodity atingiu o nível mais fraco em mais de cinco semanas.

- ITAÚ UNIBANCO PN encerrou acréscimo de 1,37%, a 26,55 reais, e BRADESCO PN fechou com elevação de 1,08%, a 19,31 reais.