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Ibovespa registra leve alta; exterior passa por ajustes e dólar ronda R$ 4,07

Ana Carolina Neira e Marcelo Osakabe

Ata do Copom é um dos elementos sob avaliação dos investidores nesta jornada O Ibovespa opera em leve alta no fim da manhã desta terça-feira, com os agentes financeiros monitorando o tom mais cauteloso observado no exterior. Assim, faltam razões para seguir a alta consistente dos últimos pregões, enquanto parte dos investidores aguarda a abertura dos mercados americanos e dados daquela economia para pensar suas estratégias.

Às 11h17, o índice da Bolsa paulista subia 0,18%, aos 112.097 pontos. Na máxima, marcou 112.695 pontos.

Andre Penner / Associated Press

Neste pregão, os investidores também avaliam a divulgação da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC). No documento, o órgão reiterou cautela na condução da política monetária, sem deixar muito claro se haverá novos cortes da Selic, ainda que o comportamento da inflação seja positivo.

Entre as maiores altas do Ibovespa, estavam Cielo ON (1,68%) e TIM ON (1,52%). Entre as baixas, JBS ON (-3,02%), Natura (-1,76%) e Via Varejo ON (-1,96%), com o setor de consumo realizando lucros após bater seus recordes históricos nos últimos pregões.

Alguns ativos dentro do índice, como Bradesco (1,22% a ON e 0,88% a PN), Banco do Brasil ON (1,11%), units do Santander (1,53%) e Petrobras (0,61% a ON e 0,58% a PN), passam por recuperação e ajudam a sustentar a leve alta vista até o momento.

Do lado do câmbio, após abrir em queda, o dólar comercial mudou de direção, se alinhando a um movimento mais generalizado de ajuste da moeda americana no exterior após a sequência de quedas recentes. Às 11h15, a moeda americana avançava 0,22%, aos R$ 4,0703.

“Estamos vendo um ajuste em relação ao movimento dos últimos dias, quando o dólar enfraqueceu bastante”, diz Victor Beyruti, economista da Guide. O profissional nota que o movimento ocorre apesar da divulgação da ata do Copom mostrar um comitê mais cauteloso do que muitos no mercado antecipavam, o que leva a aposta de manutenção de juros ganhar força no momento. O fim do ciclo de cortes da Selic ajuda a moeda brasileira, pois deixa de comprimir o diferencial de juros.

Sem indicadores relevantes, o que pode ter ajudado a desencadear a correção foi a notícia de que o premiê do Reino Unido, Boris Johnson, passou a defender um prazo fixo de transição do Brexit, sem possibilidade de extensão. A medida volta a reviver o fantasma de uma saída sem acordo do país da União Europeia.