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Ibovespa recupera os 99 mil pontos; ação da JBS dispara mais de 9%

Por Paula Arend Laier
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Por Paula Arend Laier

SÃO PAULO (Reuters) - A bolsa paulista manteve o viés positivo nesta quarta-feira, em sessão marcada pelo vencimento de opções sobre o Ibovespa e de índice futuro, com JBS disparando após sua holding controladora, a J&F, acertar acordo com o Departamento de Justiça dos EUA.

Índice de referência no mercado acionário brasileiro, o Ibovespa fechou em alta de 0,84%, a 99.334,43 pontos. O volume financeiro da sessão somou 45,7 bilhões de reais.

"Investidores começam a precificar as expectativas positivas para os balanços do terceiro trimestre, fazendo o Ibovespa superar os 99.000 pontos", avaliou o analista Régis Chinchila, da Terra Investimentos.

Das empresas com ações no Ibovespa, a CSN abre a temporada na quinta-feira, após o fechamento do mercado.

Chinchila ressaltou, contudo, que as questões ficais ainda estão no radar, aguardando mais detalhes dos programas sociais e as reformas administrativa e tributária.

A trajetória de alta foi amortecida pela influência negativa de Wall Street, com o S&P 500 fechando em baixa de 0,66%, com investidores perdendo as esperanças de que um estímulo fiscal nos EUA será aprovado antes das eleições em novembro.

DESTAQUES

- JBS ON valorizou-se 9,2%, após acordo da J&F com o Departamento de Justiça dos EUA, declarando-se culpada de violar legislação norte-americana contra corrupção e pagará multa de cerca de 128 milhões de dólares. O acordo, anunciado junto com outros envolvendo unidades do grupo, retira parte de incertezas que pairavam sobre os planos da JBS em abrir capital de suas operações internacionais nos EUA.

- VALE ON subiu 1,38%, apesar da queda do preço do minério de ferro na China. No setor de mineração e siderurgia, o sinal positivo prevaleceu, com CSN, que divulga balanço na quinta-feira, encerrando com alta de 0,49%.

- B3 ON subiu 2,88%. Pesquisa do IBGE sobre o setor de serviços mostrou que a única contribuição positiva em agosto, ante mesmo mês de 2019, veio de outros serviços (7,2%), impulsionado sobretudo pelo aumento de receita das empresas de administração de bolsas e mercados de balcão; corretoras de títulos e valores mobiliários; e atividades de administração de fundos por contrato ou comissão. (https://bit.ly/37ifRED)

- MAGAZINE LUIZA ON caiu 1,58%, a 25,59 reais, no primeiro pregão após desdobrar ações na proporção de 1 por 4, um dia após o papel registrar cotação recorde de fechamento a 104 reais. Na máxima, porém, a ação chegou a avançar a 27,25 reais. No segmento associado a ecommerce, B2W ON reagiu e subiu 0,62%, enquanto VIA VAREJO ON recuou 0,87%.

- PETROBRAS PN cedeu 0,79% e PETROBRAS ON perdeu 0,6%, apesar da alta do petróleo no exterior, com o Brent em elevação de 2%. PETRORIO ON, por sua vez, disparou 8%, com analistas citando dados recentes de exportações de petróleo pelo Estado do Rio de Janeiro.

- ITAÚ UNIBANCO PN teve decréscimo de 0,29% e BRADESCO PN subiu 0,1%, em sessão mista para bancos.

- XP INC, que tem ação negociada em Nova York, avançou 4,47%, após divulgar prévia operacional do terceiro trimestre, o qual encerrou com 563 bilhões de reais em ativos sob custódia, alta de 60% em 12 meses e aumento de 29% frente ao final do segundo trimestre. Na esteira dos números da rival e com os números do IBGE de pano de fundo, BTG PACTUAL UNIT valorizou-se 3,99%.