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Ibovespa recua pressionado por Vale enquanto mercado aguarda PEC e Copom

B3 em São Paulo

Por Paula Arend Laier

SÃO PAULO (Reuters) - O Ibovespa recuava nesta quarta-feira, pressionado particularmente pelo declínio das ações da Vale, enquanto números fracos do comércio exterior da China reforçavam preocupações sobre um aperto monetário prolongado nos Estados Unidos e o ritmo da atividade econômica global.

No Brasil, as atenções estão voltadas para Brasília, com votação à tarde no plenário do Senado da PEC da Transição, que prevê uma expansão do teto de gastos em 145 bilhões de reais por dois anos.

Às 12:40, o Ibovespa caía 0,39%, a 109.753,92 pontos. O volume financeiro somava 9,3 bilhões de reais.

Em relatório a mercados, economistas do Bradesco citam temores renovados de aperto monetário agressivo e desaceleração da economia global pesando nos mercado globais.

Eles também chamam a atenção para os dados de balança comercial da China, com desempenho muito abaixo do esperado, tanto nas importações quanto nas exportações, assim como incertezas quanto às decisões de política monetária na zona do euro e nos EUA, que ocorrerão na semana que vem.

"A percepção de um desempenho mais forte da economia norte-americana, reforçada pelos resultados acima do esperado em indicadores de atividade recém-divulgados, eleva temores de um aperto monetário mais agressivo por parte do Fed", afirmaram, referindo-se ao Federal Reserve.

Wall Street tinha uma sessão sem tendência clara, com o S&P 500 rondando a estabilidade.

No Brasil, além da PEC, agentes financeiros também monitoram a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, prevista para após o fechamento do mercado, principalmente sinalizações referentes à política fiscal, em meio ao desconforto com os reflexos da PEC nas contas públicas.

"Importante ficar alerta sobre eventuais comentários a respeito da política fiscal e como isso pode afetar suas decisões", recomendou a equipe do Safra.

DESTAQUES

- VALE ON caía 3,64%, a 84,77 reais, após decepção de alguns analistas com as projeções de produção da mineradora para 2023. A empresa prevê produzir entre 310 milhões e 320 milhões de toneladas de minério de ferro no ano que vem. A queda das cotações dos contratos futuros do minério de ferro na Ásia também pressiona a ação, após as exportações e importações da China, maior produtora mundial de aço, encolheram no ritmo mais acentuado em pelo menos 2 anos e meio no mês passado.

- PETROBRAS PN subia 0,98%, a 25,89 reais, diante da alta do petróleo no exterior, enquanto o mercado segue calibrando posições de olho na troca de governo do Brasil e seus reflexos na companhia. Na véspera, presidente da Petrobras, Caio Paes de Andrade, disse que irá compor a equipe do próximo governo paulista, mas continuará dando exclusiva atenção à passagem de comando que ocorrerá na companhia. Para o JPMorgan, ainda é muito cedo para comprar as ações.

- EMBRAER ON perdia 3,01%, a 13,22 reais. A fabricante de aviões divulgou mais cedo que vendeu 63 aeronaves Ipanema 203 até agora em 2022 ante o recorde de 62 no mesmo período de 2021. O Ipanema 203 é uma aeronave agrícola utilizada para pulverização de plantações.

- MRV ON avançava 3,93%, a 8,47 reais, em dia de alta no setor de construção, com EZTEC ON subindo 2,79% e CYRELA ON valorizando-se 1,6%. O índice do setor imobiliário da B3, que também inclui papéis de empresas de shopping centers, tinha acréscimo de 0,76%.

- BRF ON registrava alta de 3,51%, a 8,25 reais, em meio a ajustes, depois atingir na véspera uma mínima de fechamento em vários anos. Apenas em dezembro, o papel acumula queda de mais de 12%. No ano, desaba mais de 60%.

- ITAÚ UNIBANCO PN tinha variação positiva de 0,19%, a 26,2 reais, e BRADESCO PN mostrava acréscimo de 0,4%, a 15,21 reais.

- ELETROBRAS ON avançava 3,19%, a 44,63 reais, em sessão de alta de empresas de energia elétrica na bolsa, com o índice do setor elétrico na B3 subindo 1,75%.