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Ibovespa recua com pandemia e Turquia no radar

Paula Arend Laier
·3 minuto de leitura

Por Paula Arend Laier

SÃO PAULO (Reuters) - O Ibovespa recuava nesta segunda-feira, em meio ao forte declínio de blue chips como bancos, Petrobras e Vale, com ações de companhias aéreas também na ponta negativa dado o quadro ainda grave de Covid-19 no país.

Às 11:08, o Ibovespa caía 1,47%, a 114.514,63 pontos. O volume financeiro era de 5,9 bilhões de reais.

O declínio ocorre após o Ibovespa subir 1,8% na semana passada, apoiado na sinalização "dovish" do banco central dos Estados e tentativa do Copom de ancorar projeções de inflação, além de alguma trégua nos Treasuries.

"O temor da piora do quadro da pandemia da Covid-19 continua pressionando o mercado financeiro global", afirmaram os analistas Fernando Bresciani e Pedro Galdi, da Mirae Asset, em comentários a clientes mais cedo.

No exterior, a Alemanha deve ampliar nesta segunda-feira medidas de lockdown na tentativa de conter uma terceira onda de casos de Covid-19, o que economistas veem atrasando a tão esperada recuperação na maior economia da Europa.

No Brasil, a questão sanitária continua no radar e mesmo novos acordos envolvendo vacinas têm efeito limitado na confiança de investidores, com o país a caminho de alcançar 300 mil mortes e 22 milhões de casos desde o começo da pandemia.

Economias, ex-BCs, ex-ministros, empresários e outros nomes conhecidos do mercado financeiro assinaram uma carta publicada na imprensa nesta segunda-feira cobrando do governo aceleração do ritmo de vacinação e outras medidas.

Estrategistas do Santander Brasil também chamam a atenção para a troca de comando do banco central Turquia no fim de semana, que fez a lira turca despencar em razão de potenciais efeitos de contágio em outros países emergentes, como o Brasil.

O presidente Tayyip Erdogan surpreendeu no fim de semana e demitiu o presidente "hawkish" do banco central turco, Naci Agbal, provocando temores de uma reversão das recentes altas dos juros.

DESTAQUES

- ITAÚ UNIBANCO PN perdia 2% e BRADESCO PN cedia 1,8%, com o setor contaminado pelo declínio de papéis de bancos no exterior, após as mudanças no comando da autoridade monetária turca.

- PETROBRAS PN caía 2,75%, também afetada pela piora da confiança em relação a emergentes, enquanto os preços do petróleo mostravam variações pequenas no exterior.

- VALE ON recuava 2,8%, com outras ações de mineração e siderurgia também no vermelho, na esteira do declínio dos futuros do minério de ferro na China diante da chance de mais cortes de produção em Tangshan.

- EMBRAER ON cedia 7%, com receios relacionadas à Covid-19 abrindo espaço para correção dos papéis, que até a sexta-feira subiam 18,6% em março. AZUL PN e GOL PN perdiam 4,6% e 2,4%, respectivamente.

- GPA ON avançava 4,2%, mantendo o forte ritmo de valorização desde a semana passada.

- MULTIPLAN ON subia 2,2%, com o setor de shopping centers buscando manter a recuperação, apesar do cenário ainda nefasto relacionado ao coronavírus. Para analistas do Credit Suisse, o setor ainda está "descontado".