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Ibovespa recua cerca de 1% com quedas em Wall St e temor com greve de caminhoneiros

Paula Arend Laier
·3 minuto de leitura
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Por Paula Arend Laier

SÃO PAULO (Reuters) - O sinal negativo prevalecia na bolsa paulista nesta sexta-feira, acompanhando mercados acionários no exterior e ações de concessionárias de rodovias entre as maiores perdas, enquanto IRB Brasil RE continuava sob os holofotes.

Às 12:31, o Ibovespa caía 1,29%, a 117.345,91 pontos. O volume financeiro era de 10,4 bilhões de reais.

Na semana até o momento, o Ibovespa tem alta de 0,2%.

As bolsas nos EUA também recuavam, afetadas por notícias relacionadas à vacina da Johnson & Johnson contra a Covid-19 e preocupações em meio aos potenciais efeitos da disputa entre 'hedge funds' e investidores de varejo.

A avaliação da Guide Investimentos é de que os ativos internacionais devem voltar a apresentar movimentos de alta volatilidade enquanto não há novas informações para justificar uma continuidade mais intensa do fluxo comprador.

No Brasil, "o movimento de 'sell-off' deve contaminar os mercados locais, cujo desempenho pode ser novamente comprometido com a pressão sentida por uma greve dos caminhoneiros em potencial", afirmou a equipe da corretora em nota a clientes.

"Preocupa ainda a reação do governo, que pode tomar medidas de agrado ao grupo que comprometem o equilíbrio das contas públicas, como uma redução do PIS/Cofins sobre o óleo diesel sem contrapartida fiscal no lado das receitas ou gastos."

A equipe da Ágora Investimentos ainda destacou que investidores continuam acompanhando "com atenção os ataques especulativos sobre algumas ações, o que tem contribuído com mais volatilidade nas bolsas".

Após o caso envolvendo GameStop nos Estados Unidos, entre outros papéis, investidores no Brasil começaram a se movimentar nas redes sociais para replicar na B3 as estratégias adotadas no mercado norte-americano, com IRB em destaque.

A B3 afirmou que submeterá a negociação dos ativos e dos derivativos da resseguradora a leilões a partir desta sessão, indicando que está atenta a movimentações atípicas.

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) também alertou que está monitorando o mercado e a comunicação nas redes sociais e que penalizará atuações para influenciar de forma deliberada os mercados.

DESTAQUES

- IRB BRASIL RE ON recua 2,9%, tendo avançado 3,5% mais cedo na máxima, com o papel sob os holofotes em meio a movimentações para elevar as cotações da resseguradora, que na véspera ajudaram o papel a subir quase 18%. Até a quinta-feira, a ação acumulava queda de mais de 6% neste ano, após tombo de quase 77% em 2020.

- ECORODOVIAS ON e CCR ON perdiam 3,7% e 3,4%, respectivamente, diante de uma greve de caminhoneiros marcada começar segunda-feira, que teve adesão da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transporte e Logística (CNTTL), uma das principais entidades da categoria no país. Uma greve da categoria em 2018 criou grande prejuízo econômico para o país.

- CSN ON caía 3,7%, capitaneando as perdas no setor de mineração e siderurgia, com VALE ON perdendo 1,7% e pesando no Ibovespa. O BrazilJournal publicou nesta sexta-feira, em meio a comentários do acionista controlador da CSN, Benjamin Steinbruch, que a companhia irá cindir e listar as suas unidades de cimento e logística após o IPO da unidade de mineração, que será petrificado em 11 de fevereiro.

- PETROBRAS PN recuava 1,4%, apesar da alta dos preços do petróleo no exterior, tendo no radar a paralisação dos caminhoneiros, mesmo após o presidente da estatal, Roberto Castello Branco, afirmar na véspera que ameaça de greve não é problema da companhia, que segue praticando preços de paridade internacional.

- ITAÚ UNIBANCO PN recuava 0,8%, com o setor também pressionado pelo ambiente de incertezas no país. BRADESCO PN cedia 1,1%. Ambos os bancos reportam resultados na próxima semana, o Itaú no dia 1 e o Bradesco no dia 3 - após o fechamento do mercado.

- CIELO ON subia 4,1%, após ajuste na véspera, dando continuidade ao avanço nesta semana após a divulgação de resultado trimestral na noite de segunda-feira, que foi bem avaliado por analistas, com alta no lucro, conforme o foco no segmento mais lucrativo de pequenos clientes e uma política de redução de custos compensou os efeitos da queda de clientes e os prolongados efeitos da crise gerada pela Covid-19.