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Ibovespa recua após alerta de Powell sobre afrouxamento monetário prematuro

Sede B3

Por Paula Arend Laier

SÃO PAULO (Reuters) - O Ibovespa recuava nesta sexta-feira, reagindo a declarações do chair do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, de que a economia norte-americana precisará de uma política monetária apertada "por algum tempo" para controlar a inflação.

Às 12:14, o Ibovespa caía 1,03 %, a 112.366,26 pontos. Na máxima, mais cedo, chegou a subir a 114.091,4 pontos. O volume financeiro somava 9,2 bilhões de reais.

Em comentários para a conferência anual do Fed de Kansas City em Jackson Hole, Powell disse que os Estados Unidos precisarão de uma política monetária apertada "por algum tempo" antes que a inflação fique sob controle.

"O histórico adverte fortemente contra o afrouxamento prematuro da política monetária", disse. "Devemos continuar até que o trabalho seja feito." Ele não deu pistas sobre o que o Fed pode fazer em sua próxima reunião, em setembro.

Na visão do diretor de investimentos da Reach Capital, Ricardo Campos, Powell adotou um tom "ligeiramente mais hawkish", fazendo com que aumentasse as chances precificadas no mercado de um aumento de 0,75 ponto percentual nos juros em setembro.

Em Wall Street, o S&P 500 recuava 1,9%, conforme operadores do mercado de juros veem cerca de 55% de chances de um aumento de 75 pontos-base na taxa em setembro, contra 45% antes do discurso.

"Ele trouxe novamente a necessidade de se lutar contra a inflação e o fato disso levar a economia norte-americana a um menor crescimento", avaliou o estrategista-chefe da Avenue, William Castro Alves, em comentários a clientes.

"Fica implícita a ideia de taxas de juros mais altas por um período mais prolongado, um contraponto à expectativa de cortes de juros", acrescentou, analisando que Powell deixou claro que a alta de juros ainda não será interrompida no curto prazo.

DESTAQUES

- VALE ON caía 0,81%, a 68,71 reais, mesmo em dia de alta do preço do minério de ferro na China, onde a commodity marcou o maior ganho semanal em quatro semanas, com siderúrgicas aumentando as compras em meio aos baixos estoques e na esperança de uma melhor demanda do usuário final quando as condições climáticas melhorarem.

- USIMINAS PNA cedia 5,27%, a 8,8 reais, após a siderúrgica divulgar projeção de investimentos da ordem de 2,4 bilhões de reais para 2023, acima da estimativa de investimentos de 2,05 bilhões de reais para este ano. Também anunciou que fará reparos emergenciais em coqueria e elevou o valor na reforma de alto forno.

- CIELO ON subia 1,9%, a 5,9 reais, com o JPMorgan destacando que a empresa foi a que mais ganhou participação no mercado de meios de pagamentos no segundo trimestre. No setor, PAGSEGURO saltava 9,3%, a 16,45 dólares, em Nova York, após resultado melhor do que o esperado.

- PETROBRAS PN perdia 0,93%, a 32,97 reais, em sessão de variação modesta dos preços do petróleo no exterior, onde o Brent, usado como referência pela companhia, recuava 0,35%.

- ALPARGATAS PN avançava 4,11%, a 21,76 reais, um dia depois de disparar 10%. A performance das ações, descolada do setor, tinha como pano de fundo declarações do presidente-executivo da dona da marca Havaianas em evento do JPMorgan na véspera.

- NATURA&CO ON reduzia 6,13%, a 15,62 reais, em sessão de correção de papéis de consumo após forte valorização recente. Entre as varejistas, AMERICANAS ON caía 3,83%, MAGAZINE LUIZA ON cedia 3,63% e VIA ON recuava 3,25%.

(Por Paula Arend Laier; edição de André Romani)