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Ibovespa recua antes de feriado; Magalu perde R$16,7 bi em valor de mercado

·3 min de leitura
Painel eletrônico da B3, em São Paulo.

Por Paula Arend Laier

SÃO PAULO (Reuters) - O Ibovespa fechou em baixa nesta sexta-feira, reflexo de realização de lucros após três altas seguidas e tendo um fim de semana prolongado no horizonte, com Natura&Co e Magazine Luiza caindo após resultados e perspectivas frustrarem investidores.

Índice de referência da bolsa brasileira, o Ibovespa caiu 1,17%, a 106.334,54 pontos. Ainda assim, teve desempenho positivo de 1,44% na semana, a segunda seguida de alta. O giro financeiro da sessão somou 31,7 bilhões de reais.

Na visão do líder de renda variável da assessoria de investimentos Blue3 Antonio Carlos Pedrolin, a queda é natural diante do feriado no Brasil na segunda-feira. "Investidores acabam reduzindo um pouco as posições", afirmou.

Além disso, acrescentou, o noticiário macroeconômico continou mostrando um cenário mais desafiador no país, com o setor de serviços registrando queda inesperada no volume em setembro, após cinco meses de crescimento.

Agentes financeiros também atribuíram o declínio do Ibovespa a movimentos de realização de lucros, após três pregões seguidos de alta, em que acumulou um ganho de 2,7%.

Para Pedrolin, esse movimento encontrou respaldo na aprovação da PEC dos Precatórios. Mesmo com críticas à medida, ele afirmou que o desfecho do texto na Câmara dos Deputados trouxe um sentimento positivo, "ruim com a PEC, pior sem ela".

A PEC tem sido vista como a opção menos nociva no momento em que o governo busca espaço fiscal para acomodar medidas como o Auxílio Brasil, tendo no horizonte a eleição presidencial em 2022. A proposta, porém, ainda precisa ser votada pelo Senado.

Na visão do diretor da plataforma de análises independentes Ohmresearch, Roberto Attuch, com o avanço da PEC o cenário político, pelo menos por enquanto, não deve fazer tanto preço no mercado como ultimamente.

Olhando para a frente, contudo, ele ressaltou que, se a popularidade do governo não reagir, o mercado deve começar a questionar sobre potenciais medidas que podem ser adotadas pela equipe do presidente Jair Bolsonaro para melhorar esses números.

O último pregão da semana ainda teve de pano de fundo o rebalanceamento semestral de índices MSCI, referências para os mercados acionários globais, que passam a vigorar no fechamento de 30 de novembro. Para mais detalhes sobre as mudanças, clique em https://bit.ly/30pANIC e https://bit.ly/3wKACTR.

DESTAQUES

- MAGAZINE LUIZA ON despencou 18,32%, para 11,15 reais, perdendo quase 16,7 bilhões de reais em valor de mercado, após reportar desaceleração nas vendas no terceiro trimestre, quando apurou um tombo de quase 90% no lucro líquido ano a ano afetado por provisões para estoques.

- NATURA&CO ON desabou 17,54%, com uma perda de 9,7 bilhões de reais de valor de mercado, com o resultado trimestral e a revisão de estimativas de desempenho ofuscando os planos da fabricante de cosméticos de listar seus papéis nos Estados Unidos. Foi a menor cotação de fechamento desde maio de 2020.

- AMERICANAS ON avançou 5,83%, após resultado melhor do que o esperado para o terceiro trimestre, com expansão de quase 24% na venda bruta total no conceito GMV. Executivos da companhia também afirmaram que o ritmo de crescimento das vendas em outubro está mais rápido do que no terceiro trimestre. Na máxima do dia, a ação disparou 11,7%.

- LOJAS RENNER ON caiu 5,01%, mesmo após passar de prejuízo para lucro líquido de 172 milhões de reais no terceiro trimestre, período marcado por crescimento de receita e alta nas margens. A varejista de vestuário disse que pode ter queda momentânea da margem Ebitda, com aumento do e-commerce.

- EMBRAER ON recuou 4,44%, após a Força Aérea Brasileira (FAB) anunciar plano de reduzir contratos envolvendo o fornecimento do cargueiro KC-390 desenvolvido em parceria com a empresa. A Embraer disse que buscará medidas legais para proteger o pedido das 28 aeronaves feito pela FAB.

- BRMALLS ON subiu 3,14%, também tendo resultado trimestral e perspectivas da empresa. Segundo o Credit Suisse, a empresa de shopping centers reforçou uma visão positiva sobre a recuperação operacional e financeira da companhia.

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