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Ibovespa quebra série de quedas em sessão marcada por decisão do Fed

Por Paula Arend Laier

SÃO PAULO (Reuters) - O Ibovespa fechou em alta nesta quarta-feira, reagindo após oito quedas consecutivas, em sessão marcada por decisão do banco central norte-americano de aumentar o ritmo do aperto monetário para conter a inflação nos Estados Unidos.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,73%, a 102.806,82 pontos.

A alta veio após o indicador acumular um declínio de 9,19% na maior sequência de quedas desde 2015. A última vez em que o Ibovespa caiu por mais de oito sessões foi em 1998, quando recuou por nove pregões.

O Federal Reserve aumentou o juro em 0,75 ponto percentual, para a faixa entre 1,50% a 1,75%, a maior alta desde 1994, com seus membros elevando previsões para juros e inflação, enquanto cortaram estimativas de crescimento econômico.

O chair do Fed, Jerome Powell, disse que os formuladores de política monetária "chegaram à visão" de que precisavam antecipar mais as altas dos juros para levá-los a uma faixa mais neutra mais rapidamente.

Na avaliação do estrategista-chefe da Avenue, William Castro Alves, o Fed fez o que tinha que fazer, que era dar um remédio amargo com aumento de juros, a fim de desacelerar a economia e também ancorar as expectativas de inflação.

Ele ponderou que, uma vez que grande parte da alta dos preços está relacionada a condições de oferta, o Fed não deve conseguir controlar toda a inflação. "Mas, ainda assim, não fazer nada é muito pior", afirmou.

Em Wall Street, os pregões também fecharam no azul, com o S&P 500 apurando um acréscimo de 1,46% no fechamento.

Desde a sexta-feira, após um dado mais forte do que o esperado sobre o comportamento dos preços ao consumidor nos EUA, investidores já vinham ajustando suas expectativas, migrando as apostas de uma alta de 0,5 ponto para 0,75 ponto.

Nas bolsas, esses ajustes se refletiram em fortes perdas principalmente na segunda-feira, quando o Ibovespa caiu 2,7% e o S&P 500 tombou 3,88%.

A sessão na B3 nesta quarta-feia também foi marcada por vencimento de contrato futuro do Ibovespa, que subia 0,84% no final da sessão. O contrato seguinte, que expira em 17 de agosto, avançava 0,85%.

DESTAQUES

- CVC BRASIL ON avançou 13,19%, registrando a primeira alta desde o final de maio, acompanhando o tom positivo na bolsa como um todo. No setor de viagens, GOL PN e AZUL PN subiram 6,49% e 4,19%, respectivamente, após sanção presidencial de novas regras do setor aéreo com veto à proibição de cobrança por bagagem.

- NATURA&CO ON saltou 8,08%, em sessão de recuperação de papéis de consumo e após anúncio reorganização da estrutura corporativa do grupo, que inclui a saída de Roberto Marques da presidência e a entrada de Fábio Barbosa, ex-presidente do Santander Brasil, para liderar a fabricante de cosméticos.

- BANCO INTER UNI valorizou-se 9,33%, buscando no viés mais comprador do pregão apoio para subir depois de perdas relevantes nas últimas sessões, capitaneando os ganhos entre os bancos do Ibovespa. Entre os bancos com maior peso no índice, ITAÚ UNIBANCO PN teve elevação de 0,42% e BRADESCO PN avançou 0,70%.

- VALE ON encerrou com variação negativa de 0,06%, em dia de queda dos preços do minério de ferro na China. CSN MINERAÇÃO ON perdeu 1,46%.

- PETROBRAS PN caiu 1,76%, em sessão de baixa dos preços do petróleo no exterior. Fontes também afirmaram à Reuters na véspera que a companhia deve evitar elevar as cotações até pelo menos o encerramento das discussões no Congresso Nacional, que podem resultar em uma menor tributação dos combustíveis.

- IGUATEMI UNIT avançou 2,71%, após dados operacionais que mostraram que as vendas em mesmas lojas nos shopping centers operados pela companhia em abril e maio cresceram 33,2% em comparação a igual período de 2019. No setor, MULTIPLAN ON subiu 3,16% e BRMALLS ON fechou em alta de 1,83%.

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