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Ibovespa opera volátil e dólar ronda R$ 5,78

Marcelle Gutierrez e Marcelo Osakabe
·3 minuto de leitura

A forte desvalorização do petróleo, que pressiona as ações da Petrobras, e a continuidade das incertezas sobre a economia global com propagação da covid-19 no Hemisfério Norte são os principais motivos da continuidade da queda dos ativos brasileiros Após um início de pregão de forte pressão vendedora, o Ibovespa amenizou as perdas e opera volátil. A melhora no desempenho das ações da Petrobras e a valorização de outras empresas de peso no índice, como Vale, trazem certo alívio. Ambas divulgaram resultados positivos do terceiro trimestre de 2020. Embora a sessão se desenhe como melhor do que ontem — quando o índice caiu 4,25% —, a cautela ainda persiste diante dos riscos econômicos do avanço da covid-19 no Hemisfério Norte e na falta de medidas do governo brasileiro para manter a estabilidade das contas públicas e dar andamento à agenda de reformas. Ontem, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, chegou a acionar o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, por uma trégua na turbulência política e que as atenções se concentrem no ajuste fiscal. Às 14h15, o Ibovespa exibia alta de 0,17%, aos 95.531 pontos. Logo após a abertura, o índice chegou aos 93.387 pontos, na mínima do dia, uma baixa de 2,08%. Já o dólar subia 0,19% no Brasil, a R$ 5,7715, após bater R$ 5,7910. . Além da aversão ao risco que ainda contamina os mercados pelo mundo, o Ibovespa foi pressionado pela manhã pela baixa do petróleo, que chegou a cair quase 6% e tem influência direta sobre as ações da Petrobras, que representam 9% do índice. A ação PN, por exemplo, chegou a cair 5% na mínima do dia. Nesta tarde, no entanto, as ações inverteram o sinal. Petrobras ON sobe 0,75% e a PN tem alta de 0,43%,. A estatal petroleira também reportou ontem, após o fechamento, prejuízo de R$ 1,55 bilhão no terceiro trimestre de 2020, mas aumento de 26% do lucro operacional. Para o Bank of America (BofA), os números ficaram acima da expectativa, ajudados por ganhos de estoque, redução de custos e venda de ativos. A recomendação, no entanto, é neutra, já que os preços já incorporam a melhora no curto e médio prazo e há incertezas macroeconômicas nos próximos trimestres. O Bradesco também divulgou seu resultado, e as ações ON e PN do Bradesco caem 3,3% e 3,5%, respectivamente, entre as maiores baixas do Ibovespa. O resultado, com lucro de R$ 5,03 bilhões, foi considerado positivo, mas conforme o esperado. Desta forma, as ações do Bradesco passam por um movimento de realização de lucros após terem registrado altas expressivas na expectativa dos números. Até segunda-feira, as ações ON e PN registravam altas de 14,6% e 18,1%, respectivamente, no mês de outubro. Outro ponto que ainda desperta cautela, segundo profissionais do mercado, é referente à inadimplência, que ainda não aumentou de forma significativa devido as renegociações. Já entre as maiores altas do Ibovespa, destaque para as exportadoras, beneficiadas pelo dólar na casa dos R$ 5,78, e balanços. Usiminas PNA sobe 4,98%, CSN ON (3,05%), Suzano ON (2,54%) e Vale ON (2,06%). Tanto a Vale como a Usiminas tiveram seus resultados no terceiro trimestre beneficiados pela desvalorização cambial e avanço do preço do minério de ferro. A Usiminas reverteu prejuízo para lucro líquido de R$ 198 milhões, enquanto a Vale teve lucro líquido de R$ 15,6 bilhões. Em Nova York, os índices acionários apresentam leve alta. O Dow Jones avança 0,10%, o S&P 500 sobe 0,69% e o Nasdaq avança 1,18%. Gerd Altmann / Pixabay