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Ibovespa opera em alta; cena externa merece atenção

Ana Carolina Neira

Casos de coronavírus e dados dos EUA estão na agenda dos investidores O Ibovespa passa por um pregão de volatilidade nesta quinta-feira, após operar entre perdas e ganhos na abertura e seguindo o clima visto no exterior. O índice até ganhou fôlego no começo da tarde, mas já devolve parte desta valorização recente.

Às 14h23, o Ibovespa subia 0,31%, aos 94.666 pontos. Entre as mínimas e as máximas, ele foi dos 94.152 aos 95.394 pontos, dando dimensão da volatilidade do dia. O giro financeiro também é forte e soma R$ 8,3 bilhões.

A subida recente reflete a melhora também observada nos índices americanos, onde as ações do setor bancário são destaque. Aqui, após dois dias de perdas, os papéis de bancos seguem o mesmo caminho e dão suporte especial ao índice.

BB ON (0,40%), Bradesco (0,78% a ON e 0,48% a PN) e as units do Santander (0,52%) sustentavam o avanço do índice após fortes perdas observadas nos dois pregões anteriores, indicando um ajuste técnico.

"O que sustenta este movimento da manhã são as ações de bancos, que passam por uma correção técnica após caírem demais. O Ibovespa como um todo ainda tem espaço para correção", diz Raphael Guimarães, operador da RJ Investimentos, para quem a cautela ainda está presente no mercado, especialmente quando o assunto é o avanço do coronavírus.

Nos Estados Unidos, o que ajuda os índices e, por consequência, também dá alguma força ao Ibovespa, são as notícias sobre um alívio nas regulações financeiras no país.

De acordo com a agência de notícias "Bloomberg", a Federal Deposit Insurance Corporation (FDIC) e o Escritório Controlador da Moeda (OCC) devem aprovar mudanças na Regra Volcker, possibilitando um abrandamento de suas provisões e permitindo que os bancos consigam aumentar suas transações com alguns fundos.

Regis Filho/Valor