Mercado fechado
  • BOVESPA

    110.575,47
    +348,47 (+0,32%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    41.674,30
    -738,20 (-1,74%)
     
  • PETROLEO CRU

    45,52
    -0,19 (-0,42%)
     
  • OURO

    1.783,10
    -22,40 (-1,24%)
     
  • BTC-USD

    18.085,45
    +317,39 (+1,79%)
     
  • CMC Crypto 200

    333,27
    -37,24 (-10,05%)
     
  • S&P500

    3.638,35
    +8,70 (+0,24%)
     
  • DOW JONES

    29.910,37
    +37,87 (+0,13%)
     
  • FTSE

    6.367,58
    +4,65 (+0,07%)
     
  • HANG SENG

    26.894,68
    +75,28 (+0,28%)
     
  • NIKKEI

    26.644,71
    +107,41 (+0,40%)
     
  • NASDAQ

    12.273,25
    +121,00 (+1,00%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,3924
    +0,0525 (+0,83%)
     

Ibovespa segue clima de cautela global e opera em baixa

Ana Carolina Neira
·3 minuto de leitura

Situação da economia global é motivo de preocupação O Ibovespa cede ao clima de cautela visto nas bolsas globais e opera em queda nesta sessão, apagando parte dos ganhos obtidos ao longo de uma semana importante e cheia de balanços de empresas de forte peso e liquidez dentro do índice. Às 14h03, o Ibovespa recuava 1,86%, aos 103.055 pontos. O giro financeiro também era forte e estava em R$ 14,14 bilhões. Na semana, a bolsa ainda sobe 0,61%. Desde ontem, a aversão global ao risco impede que a bolsa brasileira destrave novos patamares, a despeito dos bons resultados de algumas empresas. Após os tombos vistos no Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos e Alemanha, hoje foi a vez da zona euro como um todo anunciar uma baixa de 12,1%, com o bloco entrando em recessão. Tal cenário ajuda alimentar o movimento de realização, enquanto os investidores buscam mais proteção antes do fim de semana. Há pouco, as maiores pressões vinham justamente das ações de maior peso e liquidez: Ambev ON (-3,64%), BB ON (-2,90%), Bradesco (-3,72% a ON e -4,02% a PN), Itaú PN (-3,20%), Petrobras (-2,27% a ON e -1,93% a PN), units do Santander (-2,90%) e Vale ON (-0,60%). As atenções estão especialmente concentradas na Petrobras, que informou seu resultado trimestral na noite de ontem. Segundo ativo com maior peso e liquidez dentro do índice, a estatal informou que terminou o segundo trimestre com prejuízo líquido de R$ 2,7 bilhões, revertendo o lucro de R$ 18,8 bilhões apurado no mesmo intervalo do ano anterior. Em relatório, o BTG Pactual afirma que os resultados da Petrobras no segundo trimestre foram fracos, mas há pouco para se preocupar mais à frente, uma vez que o balanço foi “um retrato do passado”. Para os analistas, a geração fluxo de caixa livre de cerca de US$ 1 bilhão foi claramente uma conquista e um verdadeiro testemunho da resiliência do portfólio, bem como dos esforços de redução de custos da Petrobras. O BTG reiterou a recomendação de “compra” do recibo de ação da Petrobras, com preço-alvo de US$ 10. Assim, o movimento de venda visto hoje está mais relacionado à ausência de grandes surpresas positivas no balanços e ao clima pouco favorável aos ativos de risco. Além disso, os preços do petróleo do tipo Brent têm alta e os contratos do WTI recuam. Entre os poucos destaques positivos do dia estão Ecorodovias ON (7,66%) e Engie Brasil ON (2,53%). A primeira sobe após anunciar que seus controladores indiretos firmaram um contrato de dissociação. Segundo a empresa, o objetivo é “fortalecer significativamente a situação financeira e a posição competitiva da Ecorodovias, viabilizando a busca de oportunidades de investimento que irão surgir futuramente no mercado rodoviário brasileiro". Para analistas de grandes bancos, a operação é vista com bons olhos e de fato pode destacar a companhia entre as demais, com foco nas oportunidades que ainda surgirão no setor de concessões rodoviárias. Já a Engie avança após a companhia reportar lucro líquido de R$ 765,7 milhões no segundo trimestre, alta de 99%, acima das estimativas de algumas casas. A receita líquida cresceu 23,4%, totalizando R$ 2,7 bilhões, e o Ebitda avançou 36,1%, para R$ 1,4 bilhão. Em relatório, a XP Investimentos aponta que os números vieram dentro das expectativas da corretora, o que justifica a alta dos papéis. Silvia Zamboni/Valor