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Ibovespa opera em baixa após reunião sobre reforma tributária

Victor Rezende e Marcelle Gutierrez
·2 minutos de leitura

Investidores seguem com cautela sobre os riscos fiscais Os ativos brasileiros foram ainda mais penalizados depois do anúncio oficial do Renda Cidadã, com o dólar e os juros futuros acelerando o ritmo de alta e o Ibovespa mudando de direção e passando a cair. Os investidores esperavam que o governo e os líderes da base aliada chegassem a um consenso em torno da reforma tributária. Além disso, a forma de financiamento do programa que substituirá o Bolsa Família também pesou negativamente. “Estamos buscando recursos com responsabilidade fiscal e respeitando a lei do teto. O que nós queremos é demonstrar à sociedade, ao investidor, é que o Brasil é um país confiável. Com essas premissas é que nós concluímos aqui o que devemos fazer nos próximos dias, aproveitando este período antes das eleições para buscar alternativas e colocar o Brasil o mais rapidamente possível de volta à normalidade”, disse o presidente Jair Bolsonaro após reunião com ministros e líderes do governo. Perto de 15h40, Ibovespa cedia 1,58%, aos 95.465 pontos. Na máxima, marcou 98.314 pontos; na mínima, ficou em R$ 94.371 pontos. O volume financeiro estava em R$ 17,3 bilhões. No mercado de câmbio, o dólar comercial saltava 1,17%, saindo na casa de R$ 5,62, após atuação do Banco Central (BC). No mesmo horário, a taxa do DI para janeiro de 2025 avançava de 6,22% no ajuste anterior para 6,64%; e a do DI para janeiro de 2027 disparava de 7,21% para 7,63%. "O investidor vai desanimando e a cautela pelo quadro fiscal continua em cena”, afirma o analista Régis Chinchila, da Terra Investimentos. Conforme publicado hoje pelo Valor, o aumento das incertezas sobre a estabilidade fiscal e a consequente disparada dos juros de longo prazo reduziram a atratividade da bolsa brasileira, mesmo com a taxa básica no menor nível da história. O setor bancário recobrou o ímpeto, após ter perdido força. Santander units tinha avanço de 3,7%. Banco do Brasil ON subia 1,65%; Bradesco ON, Bradesco PN e Itaú Unibanco PN, que já oscilaram em alta e baixa, voltaram a registrar elevação. Em relatório divulgado hoje, o BofA elevou de neutro para compra a recomendação para Banco do Brasil e de venda para neutro o Santander. Segundo os analistas Mario Pierry e Giovanna Rosa, que assinam o relatório, os bancos brasileiros têm um desempenho inferior ao Ibovespa, com queda de 41% no ano, e estão com valores (“valuations”) atrativos. “Esperamos que a dinâmica dos lucros melhore no curto prazo, mas permanecemos cientes dos ventos contrários estruturais de longo prazo”, analisam. Outro ponto positivo para o setor hoje, segundo profissionais do mercado, veio do BC. Em agosto, as concessões de crédito subiram 1% e a média diária teve avanço de 10,6%. Já a inadimplência média foi de 2,6% em agosto, contra 2,7% em julho e 3% em agosto de 2019. Regis Filho/Valor