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Ibovespa opera em alta com atenção à cena externa

Marcelle Gutierrez

Reabertura de algumas economias é um dos assuntos monitorados pelos agentes financeiros O tom positivo vindo do exterior com a reabertura de economias pelo mundo e a melhora da percepção de risco levam hoje o Ibovespa para os 90 mil pontos.

Perto de 14h30, o índice operava em alta de 2,04%, aos 90.425 pontos. Na máxima, chegou a 90.620 pontos (2,26%).

O volume financeiro está forte para o horário, em R$ 13,4 bilhões, com projeção de atingir R$ 23,8 bilhões até o fim do pregão. A média diária de 2020 é de R$ 19,7 bilhões.

“Os países estão saindo do lockdown, há pouca evidência de uma segunda onda [de contaminação pela covid-19] e dados macroeconômicos estão vindo melhores. Isso está incentivando a tomada de risco em ativos que foram castigados pela crise”, comenta um gestor, que prefere não ser identificado.

A Espanha, por exemplo, um dos países mais afetados pela pandemia, divulgou hoje que 26.573 pessoas se inscreveram nos serviços públicos de emprego em maio, uma forte desaceleração ante abril, de 282.891 pessoas.

No Ibovespa, as principais altas são de ações fortemente penalizadas, como os setores de turismo e aéreo.

CVC Brasil ON subia 12,9% nesta sessão, ante perdas de 60,8% em 2020. Embraer ON avançava 9,58% e Gol PN tinha alta de 15,54%. No ano, esses papéis caíram 59,3% e 61,7%, respectivamente.

Os papéis da Petrobras também registram ganhos, diante da alta dos preços do petróleo. A ON avançava 2,86% e a PN subia 2,56%.

Na ponta negativa do Ibovespa, BR Malls ON cedia 0,38%. A empresa, junto com a Aliansce Sonae, informou ontem a noite que estendeu os descontos de aluguel em maio a lojistas adimplentes devido a pandemia.

Entre as baixas, destaque também para as exportadoras com a baixa do dólar. JBS ON recuava 0,96%, Suzano ON (-0,88%) e Marfrig ON (-1,22%).

Silvia Zamboni/Valor