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Ibovespa se firma em queda, seguindo bolsas de Nova York

Lucas Hirata
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Diante da desvalorização mais acentuada das bolsas americanas, o Ibovespa sai da estabilidade e passa a cair com mais força nesta tarde. Ações da Vale e da Petrobras, por exemplo, operam em firme baixa em um ambiente mais arisco no exterior. O que evita uma queda maior por aqui é uma leitura relativamente favorável sobre a temporada de balanços do terceiro trimestre, o que ampara ações importantes no índice como bancos e Ambev. Perto das 14 horas, o Ibovespa operava em queda de 0,77%, aos 100.482 pontos. O volume financeiro totalizava R$ 9,6 bilhões, abaixo do normalmente negociado no horário e com projeção de atingir R$ 17,4 bilhões até o fim do dia. O movimento corresponde à piora dos índices em Nova York, onde o Dow Jones cai 2,96%, o S&P 500 tem baixa de 2,43% e o Nasdaq cede 2,15%. A piora do ambiente lá fora é atribuído à perspectiva de que um novo pacote fiscal nos Estados Unidos deve ficar para depois das eleições presidenciais. Além disso, a proximidade do pleito, dia 3 de novembro, também acaba trazendo mais volatilidade para os ativos. Os receios em torno da cena política americana se soma ainda às preocupações com o elevado número de novos casos da covid-19 nos EUA e na Europa. Por aqui, ações importantes do Ibovespa operam em queda firme: Vale ON recua 1,64%, enquanto Petrobras ON recua 1,81% e Petrobras PN cede 1,85%. Vale dizer, no entanto, que a baixa do Ibovespa é mais moderada que nos Estados Unidos. O que sustenta o desempenho da bolsa é a expectativa positiva para a temporada de balanços. Com isso, ações que tem operado sob desconto, na avaliação dos investidores, voltam a chamar a atenção. Esse é o caso de bancos e da Ambev. Há pouco, as ações de Itaú Unibanco e Bradesco oscilavam perto da estabilidade, depois de subirem mais cedo. Já Ambev ON ganhava 1,80% - a empresa divulga seus resultados no próximo dia 29.