Mercado abrirá em 5 hs

Ibovespa Futuro opera perto de zero com menor liquidez e à espera de novos nomes da equipe de Bolsonaro; dólar sobe

SÃO PAULO - Após uma semana de forte queda do Ibovespa, que voltou para o patamar de 84 mil pontos, com o mercado em compasso de espera por novidades sobre o governo de Jair Bolsonaro, os próximos dias prometem manter o ritmo, com atenção ainda para feriados aqui e no exterior. Nesta segunda-feira (12), é feriado nos EUA sem fechamento do mercado, mas que reduzirá a liquidez do mercado brasileiros. 

Às 9h37 (horário de Brasília), o Ibovespa futuro caía 0,03%, a 86.220 pontos. O contrato de dólar futuro com vencimento em dezembro tinha alta de 0,17%, cotado a R$ 3,745, e o dólar comercial subia 0,27%, para R$ 3,746 na venda. 

Os juros futuros operam em queda, em meio aos potenciais nomes de peso que podem fazer parte da equipe de Bolsonaro. 

O Ibovespa Futuro é um bom termômetro de como será o pregão, mas nem sempre prevê adequadamente movimentos na Bolsa a partir do sino de abertura

Bolsas mundiais

As bolsas asiáticas encerraram em alta em meio às preocupações com os riscos globais, que incluem a tensão comercial entre China e Estados Unidos, as perspectivas de desaceleração do crescimento e os preços do petróleo. 

A commodity tem alta de mais de 1% após a Arábia Saudita anunciar um corte de oferta em dezembro. A medida busca deter a queda no preço do petróleo, que chega a 20% desde o início de outubro. 

As bolsas europeias operam sem direção definida à espera de notícias vindas da Ásia, onde o vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, participará da Cúpula EUA-Asean.

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Agenda do dia

Os próximos dias marcarão o fim da temporada de resultados corporativos. Entre os destaques estão a Anima (ANIM3), Braskem (BRKM5), Eletrobras (ELET3), BR Malls (BRML3). No total, serão cerca de 40 balanços.

Entre os indicadores, o principal destaque no Brasil fica para o IBC-Br (Indicador de Atividade Econômica do Banco Central), que segundo projeção da GO Associados deve ter queda de 0,80%. Com isso, o dado, considerado uma prévia do PIB, chegará a 2,30% no acumulado de 12 meses.

No exterior, a agenda é mais tranquila também. Na quarta-feira (14), serão publicados os dados da inflação de outubro, enquanto no dia seguinte saem os números do comércio e os índices de preços dos bens exportados e importados. Já na sexta- feria (16), sai a produção industrial de outubro.

Além disso, atenção também para os discursos do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, na quarta e na quinta-feira. Sua fala ocorre após sinal do Fomc desta semana, de que segue em seu curso para elevar a taxa de juros em dezembro.

Na China, os investidores ficarão atentos aos números relativos ao crédito e produção industrial, aos investimentos e às vendas do comércio, todos de outubro. A semana terá ainda os números do investimento direto, que serão publicados na quarta-feira (14).

Para conferir a agenda completa de indicadores, clique aqui.

Reforma da Previdência

A primeira semana de trabalho da equipe econômica de transição definiu as prioridades do governo de Jair Bolsonaro. Na lista estão a reforma da Previdência, as privatizações, medidas de ajuste fiscal, a autonomia do Banco Central e a confirmação do nome que irá comandar a instituição.

Por determinação de Bolsonaro, a reforma da Previdência deve priorizar, no Congresso Nacional, as propostas infraconsticionais, aquelas que não alteram a Constituição nem impedem a continuidade da intervenção federal na segurança no estado do Rio de Janeiro.

Durante transmissão ao vivo pelas redes sociais na noite de sexta-feira (9), Bolsonaro que querem colocar “na minha conta” decisões sobre a Previdência que não foram tomadas. “O que recebi em Brasília foram projetos”, destacou, afirmando que não fechou ainda nenhuma proposta de reforma e que "pouca coisa pode ser aproveitada para o ano que vem".

Ele voltou a negar a ideia de aumentar de 11% para 22% a alíquota do INSS e também fixação mínima de 40 anos para concessão de aposentadoria integral. Bolsonaro ressaltou que a Previdência do funcionalismo público é a mais deficitária e precisa ser revista. Mais uma vez, ele disse que não quer ver o Brasil “transformado” em uma Grécia - onde os contribuintes tiveram que aumentar o pagamento do desconto linear para 30%, segundo Bolsonaro.

Noticiário político

Novos nomes para compor o governo de Jair Bolsonaro (PSL) continuam ser ventilados na imprensa. Ivan Monteiro deve continuar na presidência da Petrobras e Joaquim Levy, que está no Banco Mundial, deve ser o presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), segundo a colunista Cristiana Lôbo, do G1. 

Ainda segundo a jornalista, Mansueto Almeida pode continuar na Secretaria do Tesouro ou ser o Secretário de Fazenda - cargo que corresponderia ao de ministro da Fazenda , mas que, com a nova estrutura administrativa, perde o status de ministro para ficar abaixo do ministro da Economia, que será de Paulo Guedes.

Preocupados com a nova gestão, um grupo de 106 economistas prepararam uma carta endereçada a Bolsonaro com propostas de reformas econômicas, políticas sociais e de defesa do ambiente. Entre os economistas que assinam a “Carta Brasil” estão Bernard Appy (que ficou conhecido por sua proposta de reforma tributária), Cláudio Frischtak (sócio da consultoria Inter.B), Alexandre Schwartsman (consultor e ex-diretor do Banco Central), Márcio Holland (ex-secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda no governo Dilma Rousseff e pesquisador da FGV), Octavio de Barros (ex-economista chefe do Bradesco), Naercio Menezes (Insper) e Elena Landau (ex-diretora do BNDES)

Noticiário corporativo

De acordo com a Bloomberg, a Cemig teve seu rating elevado para B+ pela Fitch. Para a agência de classificação de risco, o outlook está positivo para a companhia.

Em teleconferência com analistas na última sexta-feira (9), o diretor-presidente da Telecom Italia (controladora da TIM), Amos Genish, confirmou que está em fase inicial de análise para compra dos ativos da Nextel Brasil. “Esta é uma oportunidade que estamos avaliando e que pode ser um catalisador para a operação no Brasil, mas não o principal”, afirmou.

A Alpargatas apurou uma receita líquida de R$ 930,7 milhões no terceiro trimestre deste ano, queda de 2,2% em relação ao mesmo período do ano anterior. O lucro líquido consolidado foi de R$ 119,8 milhões, alta de 68% na comparação anual.

A Unipar teve uma receita líquida consolidada de R$ 791,1 milhões entre julho e setembro deste ano. O Ebitda consolidado somou R$ 245,5 milhões, alta de 31,6%. O lucro líquido consolidado da companhia no período foi de R$ 146,3 milhões, alta de 5,8%, enquanto a alavancagem financeira consolidada (dívida líquida/Ebitda) foi de 0,19 x em setembro.

A Biosev assinou contrato para vender a totalidade do capital social da Usina Giasa à M&N Participações S.A., holding da Olho D’Água, por R$ 70 milhões. O ativo está localizado no município de Pedras de Fogo (PB), e tem forte atuação na região nordeste do país.

A Eletrobras prorrogou mais uma vez o prazo para adesões à nova etapa do Plano de Demissão Consensual (PDC), desta vez para próxima quarta-feira (14). A meta da companhia é a adesão de 2.281 empregados com custo aproximado de R$ 730 milhões, o que totalizaria uma economia de R$ 660 milhões por ano.

A MRV Engenharia convocou uma assembleia geral extraordinária (AGE) para o dia 12 de dezembro para submeter os acionistas a cisão da controladora de logística Log Commercial Properties.

A Braskem obteve uma prorrogação no prazo para entrega do formulário 20-F de 2017, documento cobrado pela SEC (órgão regulador dos mercados financeiros dos EUA).  De acordo com a petroquímica, a SEC concordou em ampliar o prazo até 15 de março de 2019.

(Com Agência Brasil)