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Ibovespa fecha quarta semana consecutiva de perdas

Marcelle Gutierrez
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Índice fechou aos 96.999 pontos — baixa de 0,01%. Na mínima, o índice chegou a cair 1,42%, aos 95.632 pontos Após um início de pregão estressado, o Ibovespa fechou praticamente na estabilidade, favorecido por um forte movimento comprador em Nova York na reta final da sessão. Ainda assim, o índice registrou sua quarta semana consecutiva de perdas, com uma baixa de 1,31% na semana. Diante de uma onda de aversão ao risco vinda do exterior, o Ibovespa registrou sua quarta semana consecutiva de perdas, com uma baixa de 1,31%. A desvalorização só não foi pior graças ao cenário interno, que já penaliza a bolsa brasileira desde agosto. Assim, o Ibovespa tem preços menos esticados do que no exterior. Vídeo: Segunda onda de casos da covid-19 e o risco fiscal no Brasil derrubam a bolsa Segunda onda de casos da covid-19 e o risco fiscal no Brasil derrubam a bolsa No pregão de hoje, o Ibovespa fechou na estabilidade, com uma queda de 0,01%, aos 96.999 pontos. Na mínima do dia, o índice chegou a cair 1,42%, aos 95.632 pontos, mas foi favorecido na reta final por um movimento comprador em Nova York. Por lá, o Dow Jones fechou em alta de 1,34%, o S&P 500 avançou 1,60% e o Nasdaq subiu 2,26%. E o EEM, principal ETF de mercados emergentes, teve ganhos de 0,09%. Na semana, o Dow Jones caiu 1,75%, o S&P 500 teve baixa de 0,63% e o Nasdaq subiu 1,11%. Durante toda a semana, o tom de cautela predominou nos mercados globais, diante do aumento de casos de covid-19 na Europa e com impasse relativo ao pacote de estímulos americano. Dirigentes do Federal Reserve (Fed, o BC americano) ressaltaram a necessidade de novos estímulos, mas o mercado estava reticente diante da proximidade das eleições presidenciais americana. Certo alívio veio de declarações da presidente da Câmara, Nancy Pelosi, de que espera discutir um pacote de US$ 2,4 trilhões. Por aqui, as atenções seguem no âmbito fiscal, que podem resultar na recriação da CPMF. Hoje, profissionais do mercado repercutiram ainda discussões no governo para ampliação do seguro-desemprego para demitidos na pandemia. Se aprovada, a proposta pode comprometer ainda mais as contas públicas. Segundo a Guide Investimentos, em relatório, “torna-se claro a urgência de aprovar a reforma administrativa que, ao recompor a regras do funcionalismo público, racionaliza e dinamiza a segunda maior fonte de gasto do Governo Federal.” As incertezas sobre a situação fiscal e recuperação da economia brasileira e mundial também é refletida no volume financeiro, muito abaixo do normal. Nesta sessão, o volume totalizou R$ 14,3 bilhões, o menor registrado desde 3 de julho, quando somou R$ 10,3 bilhões. O giro de hoje também ficou aquém da média diária de setembro, de R$ 19,5 bilhões, e de 2020, de R$ 20,6 bilhões. Getty Images