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Ibovespa fecha na mínima em 4 meses, com crescente temor de deterioração fiscal

Sede da B3

Por Paula Arend Laier

(Reuters) - O Ibovespa fechou na mínima em quatro meses nesta quinta-feira, com sinais nocivos do cenário fiscal ampliando receios de que a política monetária restritiva no Brasil seja prolongada.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 1,67%, a 107.249,04 pontos, menor patamar de fechamento desde 5 de agosto.

O volume financeiro da sessão somou 26,5 bilhões de reais.

Na véspera, o Banco Central manteve a Selic em 13,75% e afirmou que irá acompanhar "com especial atenção" os desenvolvimentos futuros da política fiscal e seus efeitos nos preços de ativos e expectativas de inflação.

O recado do BC foi entendido pelo mercado como uma possibilidade de a taxa básica de juros permanecer em nível elevado por mais tempo, bem como de sofrer um ajuste para cima no caso de deterioração relevante das contas públicas.

O Credit Suisse e a XP Investimentos afirmaram não esperar mais cortes da Selic até o final do ano que vem, embora ainda estimem redução em 2024. Antes, o banco suíço projetava uma redução a 11,5% e a XP, a 10% em 2023.

A declaração da autoridade monetária ocorreu no mesmo dia em que o Senado aprovou a PEC da Transição que expande por dois anos o teto de gastos em 145 bilhões de reais. O texto agora segue para a Câmara dos Deputados.

"Com a PEC, o desempenho fiscal do país é colocado em risco e o BC avisou que irá responder se necessário", afirmou Tiago Cunha, gestor de ações da Ace Capital, acrescentando que esse cenário, se confirmado, é bastante desfavorável para a bolsa.

Um ambiente de juros altos, explicou, tira a força da atividade econômica, reduzindo vendas e diminuindo o crédito, o que afeta muitas empresas, particularmente aquelas relacionadas à economia doméstica.

Estrategistas da XP afirmaram estar com uma visão mais cautelosa para as ações brasileiras em 2023, em razão de riscos de recessão no exterior, mas também por incertezas locais, em particular no campo fiscal.

Eles avaliaram que, do ponto de vista global, Brasil provavelmente continuará sendo destaque, mas que tal cenário tem como principal ameaça a trajetória de política fiscal, que segue incerta e deve manter a volatilidade no mercado.

Em Wall Street, o S&P 500 fechou em alta após cinco quedas seguidas, ajudado por um aumento moderado nos pedidos de auxílio-desemprego nos Estados Unidos, enquanto o mercado segue calibrando apostas sobre os próximos passos do Federal Reserve.

DESTAQUES

- ITAÚ UNIBANCO PN perdeu 3,51% e BRADESCO PN cedeu 2,87%. Ainda no setor financeiro, B3 ON fechou em baixa de 4,16%.

- PETROBRAS PN caiu 2,25%, diante da piora dos preços do petróleo no exterior, enquanto agentes financeiros seguem monitorando sinais do próximo governo sobre a estratégia da companhia. A Petrobras também anunciou mais cedo que não houve decisão de suspender as vendas de refinarias.

- VALE ON avançou 1,23%, beneficiada pela recuperação dos preços dos contratos futuros de minério de ferro na Ásia, conforme voltava a prevalecer o otimismo com o relaxamento das restrições da Covid na China.

- GPA ON caiu 6,97%, um dia após evento da dona da rede Pão de Açúcar com investidores. Em relatório, o BTG Pactual afirmou que as iniciativas de 'turnaround' parecem boas, mas que o GPA ainda precisa mostrar melhores resultados em um cenário macro mais difícil.

- CVC BRASIL ON recuou 10,23%, mais do que devolvendo a alta da véspera e renovando mínima histórica intradia. No setor de viagens, que figurou entre as maiores altas do Ibovespa na véspera, GOL PN cedeu 6,82% e AZUL PN perdeu 7,61%.