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Ibovespa fecha em queda, mas tem semana positiva mesmo com tensão em Brasília e Americanas

Bolsa de Valores B3

Por Paula Arend Laier

SÃO PAULO (Reuters) - O Ibovespa fechou em queda nesta sexta-feira, com BRF entre as maiores baixas, mas assegurou uma performance positiva no acumulado da semana, endossada por compras de estrangeiros, chegando a flertar com os 113 mil pontos.

Investidores tiveram uma miríade de eventos na cena brasileira para repercutir nos últimos pregões, desde os ataques às sedes dos Três Poderes, passando por anúncio de medidas econômicas pelo governo e descoberta de inconsistências contábeis de 20 bilhões de reais na Americanas.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,84%, a 110.916,08 pontos. O volume financeiro somou 20,6 bilhões de reais.

Na semana, porém, o Ibovespa subiu 1,79%, acumulando alta de 1,08% até o momento em 2023.

Na visão do analista Bruno Komura, da Ouro Preto Investimentos, a bolsa reflete um pouco mais de cautela, após eventos como o da Americanas adicionarem bastante volatilidade, enquanto o horizonte doméstico ainda reserva algumas incertezas.

Ele, contudo, chamou a atenção para o fluxo de capital externo recente para as ações brasileiras, que até o dia 11 estava positivo em 1,5 bilhão de reais em 2023.

Para Komura, divulgações recentes nos EUA têm endossado apostas de que o Federal Reserve pode vir a "pegar mais leve" no ciclo de alta de juros nos EUA, embora a autoridade monetária venha sendo bastante incisiva sobre não cortar a taxa em 2023.

Uma política monetária menos agressiva nos Estados Unidos tende a favorecer o fluxo de capital para mercados emergentes, como o Brasil.

Em Wall Street, o S&P 500 fechou em alta de 0,40%. Na semana, o avanço foi de 2,7%.

DESTAQUES

- AMERICANAS ON saltou 15,81%, a 3,15 reais, em sessão de ajustes após despencar quase 80% na véspera, na esteira do anúncio pela companhia de problemas contábeis da ordem de 20 bilhões de reais. No setor, MAGAZINE LUIZA ON disparou 7,52% e VIA ON cedeu 3,66%. Ainda na véspera, a Via afirmou que suas operações de "risco sacado" estão registradas nas demonstrações financeiras em conformidade com as normas internacionais de contabilidade.

- PETROBRAS PN recuou 0,24%, a 24,56 reais, apesar do avanço dos preços do petróleo no exterior. A companhia informou nesta sexta-feira que recebeu ofício do Ministério das Minas e Energia, na véspera, confirmando a indicação de Jean Paul Prates para exercer os cargos de presidente da companhia e de membro do Conselho de Administração. O governo espera que Prates possa assumir o posto ainda em janeiro.

- BTG PACTUAL UNIT caiu 2,93%, a 22,21 reais, respondendo pelo pior desempenho entre os bancos do Ibovespa, com agentes financeiros ainda avaliando os potenciais reflexos da turbulência envolvendo a Americanas no setor. Analistas do Itaú BBA chamaram atenção particularmente para o BTG em relatório dada a exposição do banco a crédito para pequena e média empresa (PME), que eles afirmam consistir quase inteiramente em financiamento da cadeia de suprimentos para diversos setores. No setor bancário, ITAÚ UNIBANCO PN cedeu 0,5% e BRADESCO PN perdeu 0,33%.

- BRF ON terminou com uma queda de 6,54%, a 8 reais, ampliando as perdas na semana para 7,4%, diante de expectativas desfavoráveis para os resultados da companhia do quarto trimestre. No setor, JBS ON caiu 2,41% e MARFRIG ON cedeu 3,13%. Na contramão, MINERVA ON subiu 4,67%, com analistas do Bradesco BBI avaliando que a expectativa do USDA divulgada na véspera de alta nas importações chinesas de carne em 2023, ante queda anteriormente, pode ser lida como uma notícia positiva para a companhia.

- QUALICORP ON recuou 3,74%, a 6,15 reais, no segundo dia de queda, corrigindo parte da valorização de 13,5% acumulada em uma sequência de quatro altas até a quarta-feira. No setor de saúde, HAPVIDA ON perdeu 2,3%, FLEURY ON cedeu 3,98% e REDE D'OR ON caiu 2,05%. No caso de Hapvida, analistas do Goldman Sachs acompanharam decisão de pares e cortaram a recomendação das ações para 'neutra' e o preço-alvo para 6 reais, citando valuation não atrativo e falta de catalisadores de curto prazo.

- RUMO ON encerrou em baixa de 1,61%, a 18,37 reais. A operadora ferroviária disse que fortes chuvas em São Carlos (SP) obrigaram a companhia a interditar por cerca de sete dias trecho de sua malha na região para realizar obras de segurança em córrego que passa por baixo de via férrea. Analistas do Citi afirmaram que a decisão da Rumo parece um movimento positivo e proativo para garantir o rendimento de longo prazo e melhorar a segurança. Eles ponderaram que, como a cidade de São Carlos é um importante ponto de controle da rede, isso pode exercer alguma pressão negativa sobre as ações. "No entanto, este evento também parece ser um 'soluço único', especialmente se a Rumo concluir esses trabalhos em uma semana", afirmaram em nota a clientes.

- VALE ON fechou com acréscimo de 0,09%, a 93,82 reais. Os contratos futuros de minério de ferro subiram mais de 3% na sexta-feira, com os preços da bolsa de Dalian atingindo o maior nível em 17 meses e estendendo os ganhos na semana devido ao otimismo contínuo sobre as perspectivas de demanda no maior produtor de aço do mundo, a China. No setor, CSN MINERAÇÃO ON valorizou-se 1,1%.