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Ibovespa fecha em queda em meio a temor de 2ª onda de covid

Marcelle Gutierrez
·2 minutos de leitura

Ibovespa fechou em baixa de 1,28%, aos 95.336 pontos O temor com uma segunda onda de contágio da covid-19, aliado a falta de catalisadores positivos no cenário local, levou a bolsa brasileira a um pregão de ajuste, após quatro pregões consecutivos de ganhos. No geral, contudo, o clima segue favorável, em meio à taxa de juros baixa por aqui, que atrai o investidor local, e fluxo positivo também do estrangeiro. Em junho, até o dia 18, os investidores estrangeiros aportaram R$ 2,74 bilhões no mercado à vista da B3, enquanto no futuro esse saldo está em torno de R$ 1,5 bilhão. Após ajustes, o Ibovespa fechou em baixa de 1,28%, aos 95.336 pontos. Da mínima à máxima, o índice oscilou dos 94.869 pontos (-1,76%) aos 96.870 pontos (0,31%). O volume financeiro totalizou R$ 16,9 bilhões, bem abaixo da média diária do mês, de R$ 24,7 bilhões. A notícia que acendeu o sinal de alerta hoje dos investidores sobre a pandemia veio da Organização Mundial da Saúde (OMS), que informou novo recorde de 183.020 novos casos de coronavírus no mundo em 24 horas. O recorde anterior havia sido na última quinta-feira (18), de 181.232 casos. Apesar da notícia, os índices acionários em Nova York fecharam em alta. O Dow Jones subiu 0,59%, o S&P 500 avançou 0,65% e o Nasdaq teve alta de 1,11% O desempenho da bolsa brasileira aquém de Nova York ocorre pelo fato de os índices por lá serem fortemente compostos por ações de tecnologia, enquanto por aqui há apenas uma, a Totvs, que subiu hoje 0,22%. E foi exatamente tecnologia que puxou os ganhos lá fora. Apesar do ajuste visto no pregão de hoje, a tendência segue positiva para o mercado de ações, à medida que a taxa de juros segue baixa por aqui, em 2,25% ao ano. O fluxo de pessoa física na bolsa, por exemplo, está positivo em R$ 725,6 milhões em junho e, no ano, em R$ 35,9 bilhões. O exterior também está favorável aos mercados emergentes neste mês, com melhora do apetite ao risco diante do cenário de juros baixo e excesso de liquidez. Em junho, o fluxo de capital estrangeiro no mercado à vista da B3 está positivo em R$ 2,7 bilhões. E o que chama atenção é o futuro, também positivo em R$ 1,5 bilhão. Em maio, por exemplo, o estrangeiro ficou vendido tanto no à vista como no futuro, com R$ 7,4 bilhões e R$ 4,3 bilhões, respectivamente. Julio Bittencourt/Valor