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Ibovespa fecha em alta com reforço de Vale, mas fiscal e política preocupam

Paula Arend Laier
·3 minuto de leitura
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Por Paula Arend Laier

SÃO PAULO (Reuters) - O Ibovespa fechou em alta nesta segunda-feira, outra vez apoiada no desempenho da Vale, mas o volume ficou abaixo da média do mês, refletindo cautela com fragilidades fiscais e turbulências políticas no país, além do quadro grave da pandemia.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,56%, a 115.418,72 pontos, perto da máxima da sessão, de 115.552,84 pontos. No pior momento, em pregão com sobe e desce, bateu 114.095,70 pontos.

O volume financeiro do dia somou 25,7 bilhões de reais, ante média diária em março de 36,7 bilhões de reais.

Estrategistas têm citado que a bolsa brasileira carece de catalisadores domésticos, com a atividade econômica sem ganhar tração em decorrência da pandemia, enquanto fatores fiscais e políticos têm aditado volatilidade ao câmbio e à curva de juros.

Com investidores cada vez mais céticos quanto a uma melhora da situação fiscal, a lei orçamentária trouxe nova leva de problemas para o governo, evidenciando as dificuldades do Executivo e do Legislativo em meio à crise.

Em paralelo, a semana começou com notícias sobre a saída de dois ministros de Jair Bolsonaro - Ernesto Araújo, de Relações Exteriores, e Fernando Azevedo e Silva, de Defesa - o que, na visão da analista Paula Zogbi, da Rico Investimentos, aumenta o clima de incerteza política.

Wall Street pouco ajudou, em meio ao desconforto com Nomura e Credit Suisse alertando para potenciais perdas bilionárias após um hedge fund dos Estados Unidos - que fontes afirmam ser o Archegos Capital - não cumprir chamadas de margem. O S&P 500 cedeu 0,09%.

DESTAQUES

- VALE ON teve alta de 2,56%, na esteira do avanço dos futuros do aço e do minério de ferro na China, beneficiados por margens de lucro atrativas na indústria e demanda crescente nos setores de construção e manufaturados. BRADESPAR PN subiu 4,45%.

- TAESA UNIT avançou 6,37%, tendo no radar que a estatal mineira Cemig trabalhará para concluir ainda em 2021 uma operação para vender sua participação na transmissora de energia elétrica, da qual é um das controladoras. CEMIG PN subiu 2,98%.

- MINERVA ON valorizou-se 6,51%, buscando reduzir o diferencial em relação a suas pares no Ibovespa, que acumulam ganhos mais robustos em março, como MARFRIG ON, que contabiliza alta de mais de 26% no acumulado do mês, contra elevação de menos de 8% de Minerva.

- ITAÚ UNIBANCO PN cedeu 0,04 %, mas BRADESCO PN subiu 0,41%. A sessão teve dados mostrando aumento do estoque de crédito no país em fevereiro mas, segundo o Goldman Sachs, a qualidade começa a se deteriorar. SANTANDER BRASIL UNIT perdeu 2,93%.

- PETROBRAS PN subiu 1,58%, uma vez que os preços do petróleo no exterior reverteram, com o Brent fechando em alta de 0,63%, a 64,98 dólares o barril. A companhia informou que demitiu o gerente executivo de Recursos Humanos, Claudio Costa, sem justa causa.

- EZTEC ON recuou 3,04% e CYRELA ON caiu 2,58%, com o índice do setor imobiliário caindo 1,54%, pior desempenho setorial na bolsa, uma vez que a curva de juros voltou a mostrar aumento da inclinação positiva, dadas as fragilidades fiscais e políticas no país.

- OI ON, que não está no Ibovespa, saltou 5%, após lucro de 1,8 bilhão de reais no quarto trimestre, ante prejuízo de 2,28 bilhões um ano antes, resultado beneficiado por crédito fiscal, enquanto a receita caiu.