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Ibovespa fecha em alta de 1,25%, aos 93.531 pontos

Marcelle Gutierrez

O tom positivo vindo do exterior com iniciativas do Federal Reserve (Fed) e do Banco do Japão (BoJ) para estimular suas economias sustentou a bolsa brasileira no azul. Ao longo do pregão, entretanto, o ritmo de valorização perdeu fôlego, diante de discurso do presidente do Fed sobre a economia americana e dados econômicos fracos do Brasil.

O Ibovespa fechou em alta de 1,25%, aos 93.531 pontos, após ajustes. Em nenhum momento o índice operou no negativo e, pela manhã, atingiu a máxima de 95.216 pontos (3,07%).

O movimento da bolsa brasileira foi um pouco aquém do visto nas bolsas em Nova York, mas em linha com outras latino-americanas. Em Nova York, o Dow Jones fechou em alta de 2,04% e o S&P 500 de 1.90%.

Entre os pares latino-americanos, o S&P/BMV IPC, do México, subiu 1,40%, e o Colcap, da Colômbia, avançou 1,01%.

O que deu o tom positivo aos mercados foram os anúncios dos bancos centrais dos Estados Unidos e Japão, injetando ainda mais liquidez nos mercados, o que, em um cenário de taxa de juros baixa, favorece o apetite ao risco.

Ontem, o Fed anunciou o programa de compra de títulos corporativos e hoje o Banco do Japão (BoJ) expandiu o programa de compras de títulos comerciais e corporativos para 110 trilhões de ienes, cerca de US$ 1 trilhão.

As vendas no varejo no EUA em maio aumentaram 17,7%, o que também trouxe a sensação aos investidores de que a retomada da principal economia do mundo será em “V”, ou seja, crescerá tão rápido quanto caiu. O discurso do presidente do Fed, Jerome Powell, porém, arrefeceu os ânimos, ao dizer em depoimento no Senado que “ainda há incerteza significativa” sobre o momento e força da recuperação econômica.

Por aqui, dados econômicos ainda decepcionam e a pandemia da covid-19 segue avançando. O cenário é semelhante em toda a América Latina, o que justifica, segundo profissionais do mercado, o tom de cautela com esses mercados hoje.

O volume de vendas no varejo ampliado - que inclui veículos e material de construção, além de outros oito segmentos - recuou 17,5% em abril ante março, segundo divulgou o IBGE. Foi a maior queda desde fevereiro de 2003.

O IBGE também divulgou hoje que o desemprego cresceu 10,8% entre a primeira e última semana de maio, para 10,875 milhões de pessoas.

Em relação à pandemia, o Brasil tem mais de 890 mil casos confirmados da covid-19 e mais de 44 mil mortes.

O volume financeiro negociado no Ibovespa totalizou R$ 24,15 bilhões, um pouco abaixo da média diária de junho, de R$ 25,3 bilhões. Em 2020, a média negociada por dia é de R$ 20,4 bilhões.