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Ibovespa fecha com alta discreta após ataques em Brasília

Por Paula Arend Laier

SÃO PAULO (Reuters) - O Ibovespa teve alta discreta nesta segunda-feira, com os ataques de bolsonaristas no domingo às sedes dos Três Poderes em Brasília tendo efeito limitado nas ações, com agentes avaliando que o episódio não deve desencadear uma crise política.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,15%, a 109.129,57 pontos. O volume financeiro no pregão somou 20,5 bilhões de reais.

Nos primeiros negócios, o Ibovespa chegou a recuar a 108.134,33 pontos, em uma reação inicial ao rastro de destruição deixado na capital federal, mas depois reagiu ajudado também por Wall Street, chegando a 109.937,57 pontos no melhor momento.

As bolsas em Nova York desaceleraram no final e contaminaram os negócios na B3. O S&P 500 fechou em leve queda.

No Brasil, apesar da , .

Estrategistas citaram a reação de principais lideranças políticas e da opinião pública contra os violentos protestos, com depredação no Palácio do Planalto, no Supremo Tribunal Federal (STF) e no Congresso Nacional, por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro para concluir que os eventos não devem desencadear uma crise.

"Lula rapidamente recebeu apoio do presidente da Câmara e do Senado, enquanto atores políticos institucionais, inclusive do partido de Bolsonaro, criticaram as manifestações", observaram economistas do Credit Suisse, citando ainda o posicionamento de governadores, que devem tomar medidas adicionais de segurança.

A equipe do banco avaliou, contudo, que os acontecimentos podem atrasar por algum tempo a discussão da agenda econômica, mais especificamente, do plano de ajuste fiscal.

Fontes afirmaram à Reuters que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, está rediscutindo com a Casa Civil o cronograma das primeiras medidas econômicas do governo após os ataques em Brasília, havendo risco de adiamento das primeiras ações.

O JPMorgan afirmou em relatório que "foi mais um evento midiático do que qualquer outra coisa", ressaltando a importância de os protestos não se espalharem pelo país nem causarem um efeito cascata como uma greve de caminhoneiros.

DESTAQUES

- ITAÚ UNIBANCO PN subiu 0,71%, a 25,41 reais, enquanto BRADESCO PN recuou 0,03%, a 14,56 reais, e BANCO DO BRASIL ON cedeu 0,97%, a 34,71 reais.

- PETROBRAS PN ganhou 0,55%, a 23,87 reais, em dia de alta do petróleo no exterior e sem maiores desdobramentos envolvendo refinarias da companhia, após ameaças de fechamento das instalações por manifestantes. No setor, PRIO ON avançou 2,36% e 3R PETROLEUM ON ganhou 1,29%.

- VALE ON ganhou 0,11%, a 92,44 reais, apesar do declínio dos futuros de minério de ferro nas bolsas de Dalian e Cingapura, depois que o planejador estatal da China prometeu aumentar esforços para regular os preços do insumo siderúrgico e reprimir especulação de preços.

- AMERICANAS ON saltou 6,44%, a 11,08 reais, com o alívio na curva de juros abrindo espaço para a recuperação de vários papéis de consumo. CVC BRASIL ON valorizou-se 4,98% e GOL PN fechou com acréscimo de 4,07%.

- HAPVIDA ON desabou 11%, 4,20 reais, renovando mínima intradia desde 2018, com Bank of America e Bradesco BBI cortando a recomendação dos papéis para "neutra". Na semana passada, o JPMorgan havia reduzido a recomendação do papel.

- EMBRAER ON subiu 1,79%, a 14,81 reais. O UBS BB iniciou a cobertura da empresa com recomendação de 'compra' e preço-alvo de 14 dólares para os ADRs, citando boom da aviação executiva e preço atrativo do papel.

- TOTVS ON valorizou-se 1,9%, a 27,86 reais, após relatório do Credit Suisse reiterando recomendação "outperform" e preço-alvo de 34 reais para as ações, argumentando que se trata de um negócio sólido com "valuation" atrativo.

- GAFISA ON subiu 0,35%, a 23,08 reais, em dia volátil, após a Justiça do Estado de São Paulo anular decisão da semana passada e permitir o aumento de capital da companhia. Em paralelo, a MAM Asset Management, do empresário Nelson Tanure, vem aumentando sua posição na companhia