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Ibovespa experimenta recuperação, mas China preocupa; Copel dispara

Por Paula Arend Laier

SÃO PAULO (Reuters) - A bolsa paulista adotava um viés positivo nesta segunda-feira, em meio a ajustes após uma semana negativa por ruídos políticos e preocupações sobre a condução política do novo governo, mas a alta era limitada por receios sobre potenciais desdobramentos com o aumento de casos de Covid-19 na China.

Às 11:12, o Ibovespa subia 0,86%, a 109.805,02 pontos. O volume financeiro somava 5,1 bilhões de reais.

Na sexta-feira, o Ibovespa caiu 0,76%, a 108.870,17 pontos, menor fechamento desde 29 de setembro, acumulando uma perda de 3% na semana, marcada principalmente pela repercussão da PEC da Transição e especulações sobre quem será o ministro da Fazenda do presidente-eleito Luiz Inácio Lula da Silva.

Declarações de Lula no fim de semana afirmando ter compromisso com o controle das contas públicas agradavam, embora ele tenha dito que investimento para melhorar a economia e o bem-estar no país também é importante.

Em paralelo, agentes de mercado avaliam que o Congresso deve ajustar a proposta que abre espaço para aumento dos gastos públicos em 2023, com uma versão mais enxuta frente ao texto apresentado, que propôs "excepcionalizar" do teto de gastos 175 bilhões de reais, entre outras mudanças orçamentárias.

A Genial Investimentos destacou que a semana deverá ser de intensas negociações, e também chamou a atenção para a chance de o presidente eleito começar a nomear seus futuros ministros. "A reação dos investidores vai depender do teor do que for negociado e do nome do futuro ministro da Fazenda", afirmou.

No exterior, os futuros acionários dos Estados Unidos mostravam quedas modestas, enquanto seguem contrabalançando expectativas relacionadas aos próximos passos do Federal Reserve, mas commodities como o minério de ferro e o petróleo exibiam declínios mais pronunciados afetadas pela China.

O país asiático voltou a registrar vários surtos de Covid-19, com 26.824 novos casos locais no domingo, aproximando-se dos picos de abril, além de duas mortes em Pequim, reacendendo as preocupações com a atividade econômica de curto prazo.

De acordo com Dennis Esteves, especialista em renda variável da Blue3, o fechamento de zonas importantes na China que tiveram aumento de casos de Covid acaba pressionando expectativa de consumo e enfraquecendo os preços de commodities, em um ambiente também de previsão de desaceleração da economia norte-americana.

DESTAQUES

- COPEL PNB disparava 24,02%, a 8,88 reais, tendo tocado uma máxima intradia histórica a 9,12 reais no melhor momento, após divulgar que recebeu do governo do Paraná, seu controlador, um comunicado sobre a intenção do Estado de transformar a elétrica em companhia de capital disperso, sem acionista controlador. Na prática, a mudança significa uma privatização da companhia.

- MAGAZINE LUIZA ON valorizava-se 6,03%, a 3,34 reais, em meio a ajustes após uma queda de quase 9% acumulada na semana passada, com agentes financeiros atentos ao movimento da Black Friday nos próximos dias. No setor, VIA ON avançava 2,71% e AMERICANAS ON tinha elevação de 2,27%.

- VALE ON caía 1,69%, a 79,46 reais, atenuando o fôlego do Ibovespa, na esteira do recuo dos preços do minério de ferro por causa de preocupações com os surtos de Covid na China e mudança de imposto na Índia. Na Dalian Commodity Exchange, o contrato futuro mais negociado chegou a cair 2,6%, mas reduziu a perda e fechou em 745,5 iuanes (104,10 dólares) a tonelada.

- PETROBRAS PN subia 2,51%, a 27,37 reais, a despeito da queda dos preços do petróleo Brent no exterior, também refletindo correções, após mais uma semana negativa para o papel, a quarta consecutiva. Fontes afirmaram à Reuters que Lula marcou para esta semana as primeiras conversas com candidatos à presidência da petrolífera de controle estatal.

- ITAÚ UNIBANCO PN valorizava-se 1,39%, a 27,01 reais, e BRADESCO PN avançava 0,7%, a 15,72 reais, ampliando a recuperação desde meados da semana passada e reforçando o sinal positivo do Ibovespa.

- SUZANO ON recuava 2,03%, a 56,4 reais, afetada pelas preocupações sobre a atividade econômica global, bem como pela queda do dólar em relação ao real nesta sessão. No setor, KLABIN UNIT cedia 1,22%, a 21,79 reais.