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Ibovespa estaciona nos 110 mil pontos e dólar chega perto de R$ 5,50

·3 minuto de leitura
***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP: Painéis de indicadores econômicos na sede da Bolsa de Valores de São Paulo. (Foto: Danilo Verpa/Folhapress)
***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP: Painéis de indicadores econômicos na sede da Bolsa de Valores de São Paulo. (Foto: Danilo Verpa/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Em um dia marcado pelo bom humor nos mercados globais, a Bolsa de Valores brasileira andou de lado. O Ibovespa, referência para o desempenho da Bolsa, teve leve alta de 0,06%, a 110.457 pontos. Já o dólar avançou 0,71%, a R$ 5,4849.

Além dos problemas que os negócios enfrentam em todo o mundo devido ao choque de oferta causado pela pandemia e pela crise de falta de energia, impondo barreiras ao crescimento e gerando inflação, o Brasil também lida com a desconfiança de investidores sobre a capacidade do governo brasileiro em equilibrar as contas do país.

“O mercado está com uma cautela muito grande nos últimos dias em relação ao Brasil, enquanto lá fora está operando em alta, muito disso em virtude de indicadores que mostram recuperação da economia americana”, diz Daniel Miraglia, economista-chefe da Integral Group.

“Temos inflação vindo de vários choques de oferta, locais, como os gerados pela crise hídrica e pelas geadas, e no mundo, com a redução da oferta de gás natural, carvão e petróleo”, comenta.

Segundo o analista, um quadro de inflação gerada por choques de oferta, cuja alta de preços é generalizada, não pode ser solucionado exclusivamente pela elevação dos juros básicos, pois o crescimento econômico também já está sob impacto da redução da capacidade produtiva.

“Isso torna mais relevante a discussão do fiscal, porque, pela nossa experiência passada [com a hiperinflação], a gente já percebeu que inflação persistente dessa forma, espalhada em vários setores, o que consegue segurar a alta nos preços é a âncora fiscal”, diz.

Entre as ameaças fiscais que preocupam o mercado está a dificuldade do governo em negociar com o Congresso e com o Judiciário uma solução para o pagamento de R$ 89 bilhões em precatórios em 2022. Além disso, há receio de que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), já em campanha para tentar a reeleição, coloque em prática medidas populistas que resultem em aumento de despesas.

Ainda sobre a inflação global, o petróleo voltou a subir nesta terça, um dia depois da da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) e aliados decidirem manter o atual nível de produção, mesmo diante de uma demanda crescente por energia.

O barril do Brent, referência para o mercado, subiu 1,72%, a US$ 82,66 (R$ 451,41).

Rafael Ribeiro, analista da Clear Corretora, destaca que, apesar do efeito do petróleo sobre a inflação, a alta da commodity beneficiou as ações da Petrobras, que renovaram a máxima do ano neste pregão.

Os papéis da estatal tiveram valorizações de 2,19% (PETR4) e 1,67% (PETR3). As maiores baixas foram do Banco Pan (-6,40%) e da CVC (-5,90%).

Nos Estados Unidos, Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq avançaram 0,92%, 1,05% e 1,25%.

A forte alta em Wall Street teve como destaques Apple, Microsoft, Amazon e Alphabet, que subiram mais de 1% cada, após um forte movimento de venda no dia anterior.

O Facebook subiu 2,1%, um dia depois de sofrer baixa de 5% quando suas redes sociais ficaram fora do ar.

O S&P 500 registrou seu quarto dia consecutivo de variações de 1% em qualquer direção. A última vez que o índice viu tanta volatilidade foi em novembro de 2020, quando subiu ou caiu 1% ou mais por sete sessões consecutivas.

"Estamos comprando na queda, mas a queda não é mais de 10%. A queda é agora de 2% ou 4%", disse Jake Dollarhide, diretor executivo da Longbow Asset Management.

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