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Ibovespa ensaia melhora com bancos e Petrobras

Por Paula Arend Laier
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Por Paula Arend Laier

SÃO PAULO (Reuters) - O Ibovespa ensaiava melhora nesta sexta-feira, buscando evitar a primeira perda semanal desde o final de junho, com a recuperação das ações da Petrobras e de bancos entre os principais suportes, embora a fraqueza em Wall Street atenuasse o fôlego.

Às 11:53, o Ibovespa subia 0,29%, a 102.593,63 pontos. Na mínima, mais cedo, chegou a 100.858,76 pontos. O volume financeiro era de 11 bilhões de reais. Até o momento, o Ibovespa acumula queda de cerca de 0,3% na semana.

No exterior, a China ordenou aos EUA que fechem seu consulado na cidade de Chengdu nesta sexta-feira, reagindo à exigência feita por Washington nesta semana para que a Pequim feche seu consulado de Houston.

"O temor é que esse seja só o início da escalada das tensões que põem em xeque uma relação comercial de décadas entre os dois países", observou a equipe da corretora Rico em nota a clientes.

Em Nova York, o norte-americano S&P 500 cedia 0,5%, também reagindo a receios sobre o aumento de casos de coronavírus nos Estados Unidos e ao noticiário corporativo, com Intel entre os destaques.

No Brasil, Weg abriu a safra de balanços do segundo trimestre do Ibovespa, mas é na próxima semana que ela ganha tração, incluindo nomes como Vale (dia 29), Bradesco (dia 30), Petrobras (dia 30) e Ambev (dia 30).

De acordo com o analista por Matheus Soares, da Rico, essa temporada promete ser inesquecível "de tão ruim", uma vez que muitas empresas foram obrigadas a manter portas fechadas entre abril e junho diante das ordens de isolamento social.

Ele ressaltou, porém, que mais importante do que analisar o trimestre que passou será avaliar quais companhias conseguiram aplicar boas estratégias no pior período da pandemia no país e se adaptaram ao novo cenário.


DESTAQUES

- PETROBRAS PN valorizava-se 1,8%, beneficiada pela alta do preço do petróleo no exterior. A companhia também aprovou início dos processos de contratação de três novas plataformas no pré-sal da Bacia de Santos.


- ITAÚ UNIBANCO PN tinha acréscimo de 1,3%, experimentando uma pausa na pressão de venda que derrubou o papel nas últimas duas sessões. BRADESCO PN avançava 1,2%. Na contramão, BTG PACTUAL UNIT caía 1,85%.


- COGNA ON recuava 3,9 %, mais uma vez entre os destaques de baixa, em meio a movimentos de correção após divulgação de detalhes na véspera sobre o IPO de sua subsidiária Vasta. Até a quarta-feira, os papéis subiam mais de 40% no mês.


- MARFRIG ON perdia 2,3%, em sessão de ajustes, após renovar nesta semana cotação intradia recorde. No setor, JBS ON recuava 1,25% e MINERVA ON caía 1,1%.


- IRB BRASIL ON subia 6,2%, com operadores atribuindo o movimento a operações de aluguel do papel tendo de pano de fundo aumento de capital via subscrição privada anunciado recentemente pela companhia.


- SUZANO ON mostrava elevação de 4,25%, de novo na ponta positiva do Ibovespa e apoiando a melhor do índice, seguida pela rival KLABIN UNIT, que avançava 1,3%.


- VALE ON recuava 0,5%, na esteira do declínio do minério de ferro na China. No setor de mineração e siderurgia, contudo, USIMINAS PNA subia 2,87%, seguida por GERDAU PN e CSN ON. [nL2N2EV0OC]


- AES TIÊTE UNIT cedia 7,4%, revertendo a alta da abertura, tendo no radar notícia de que a Eneva fará nova oferta em torno de 7,5 bilhões de reais para incorporar a companhia, em uma operação envolvendo ações e dinheiro, desde que tenha apoio do BNDESPar. ENEVA ON perdia 5,1%.


- IRANI ON caía 14,3%, no primeiro dia de negociação das ações objeto da oferta subsequente precificada a 4,50 reais por papel na última quarta-feira.


- DIMED ON recuava 4,95%, também no primeiro dia de negociação das ações objeto da oferta subsequente precificada a 30 reais por papel na última quarta-feira. DIMED PN perdia 4,6%.