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Ibovespa engata 5ª alta seguida e orbita 111 mil pontos

Por Paula Arend Laier

SÃO PAULO (Reuters) - O Ibovespa fechou no azul pelo quinto pregão consecutivo nesta terça-feira, em meio ao avanço em Wall Street e alta de preços de commodities, além de alívio na curva de juros do Brasil, e níveis de preços considerados atrativos por investidores.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 1,55%, a 110.816,71 pontos, após ter recuado a 108.478,19 pontos no começo do pregão. No melhor momento, bateu 111.193,43 pontos. O volume financeiro somou 23,1 bilhões de reais.

Para Thiago Calestine, economista e sócio da DOM Investimentos, parte da performance da bolsa é explicada pela precificação no mercado de uma chance elevada de a inflação norte-americana convergir para o alvo do Federal Reserve sem ele precisar subir muito os juros e produzir uma recessão.

As apostas de um ritmo mais lento no ciclo de alta dos juros pelo o banco central dos Estados Unidos ganharam força na semana passada, após dados do mercado de trabalho com desaceleração nos aumentos salariais e a primeira queda em mais de dois anos e meio em um índice da atividade no setor de serviços do país.

"O mercado está trabalhando com a possibilidade de a inflação convergir com a economia americana ainda muito aquecida, o que seria muito bom", afirmou Calestine. "Isso traz bons ventos aos mercados globais e principalmente para o Brasil, que bastante estrangeiro olha e ficou bem descontado."

Por ora, contudo, segundo os dados mais recentes disponibilizados pela B3, até o dia 6 de janeiro, o saldo de compras e vendas de estrangeiros no mercado secundários de ações brasileiro está negativo em 495,7 milhões de reais em 2023.

Em Wall Street, a sessão terminou com o S&P 500 em alta, após o chair do Fed, Jerome Powell, se abster de comentar sobre política de juros em um discurso. Em sua primeira aparição pública no ano, Powell disse que a independência do Fed é essencial para combater a inflação.

Para Leandro De Checchi, analista da Clear Corretora, a semana deve seguir com bastante volatilidade e o mercado vai estar atento à divulgação do Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês) nos EUA na quinta-feira, que deve pautar o ritmo do aperto monetário norte-americano.

Investidores seguiram monitorando os desdobramentos dos ataques às sedes dos Três Poderes em Brasília, mas a visão de consenso político condenando os atos e de determinação das autoridades para controlar rapidamente a situação, assim como a ausência de reflexos econômicos, blindava as ações na B3.

De acordo com, Calestine o mercado está com os "espíritos mais calmos" e os estrangeiros estão vendo que não há insegurança institucional, que não houve mudança macroeconômica por causa dos eventos de domingo. "A percepção de risco com relação a isso está se esvaindo."

Ainda na véspera, o ministro da Casa Civil, Rui Costa, afirmou que as medidas da área econômica serão anunciadas esta semana, como estava planejado. "Amanhã temos reunião marcada e haverá esta semana anúncio de medidas no âmbito da Fazenda e da Gestão", garantiu.

Mesmo na segunda-feira a bolsa paulista havia mostrado uma reação negativa comedida em um primeiro momento às hordas de bolsonaristas que depredaram o Palácio do Planalto, o Supremo Tribunal Federal e o Congresso e acabou encerrando o pregão com o Ibovespa no azul.

"Embora as tensões políticas estejam elevadas e a polarização continue a ser um desafio para o novo governo, esperamos que uma ampla estabilidade econômica e institucional prevaleça", afirmou Samar Maziad, analista sênior de risco soberano da Moody's, em nota nesta terça-feira.

Nesta segunda, a agenda macroeconômica local ainda destacou o IPCA de dezembro, que subiu 0,62%, acima do esperado. Em 2022, a inflação oficial do país ficou em 5,79%, bem abaixo da taxa de 10,06% vista em 2021, embora acima das previsões e do teto da meta definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

DESTAQUES

- GPA ON avançou 8,76%, a 18,37 reais, em sessão mais positiva para empresas de varejo e consumo, na esteira do alívio da curva de juros. Além disso, a companhia deu mais um passo na direção de concluir a segregação da unidade colombiana Éxito, após o conselho de administração do GPA aprovar na véspera redução do seu capital social mediante entrega de ações da empresa da Éxito aos seus acionistas. Analistas do BTG Pactual afirmaram que o movimento era esperado e visa maximizar o valor de mercado das ações do GPA e da Éxito separadamente.

- AMERICANAS ON subiu 7,49%, a 11,91 reais, ampliando o desempenho positivo neste começo de ano, após fechar 2022 com um tombo de quase 69%. A performance tinha como pano de fundo o declínio das taxas futuras de juros. No setor de ecommerce, MAGAZINE LUIZA ON valorizou-se 7,77% e VIA ON subiu 6,58%. O índice do setor de consumo na B3 teve acréscimo de 2,05%.

- VALE ON fechou em alta de 1,23%, a 93,58 reais, endossada pelo avanço dos preços do minério de ferro na Ásia. A mineradora também recebeu ofertas não vinculantes por uma fatia minoritária em sua unidade de metais básicos. No setor de mineração e siderurgia, CSN MINERAÇÃO ON valorizou-se 6,57%, enquanto CSN ON ganhou 4,77%, GERDAU PN subiu 2,78% e USIMINAS PNA encerrou com elevação de 3,67%.

- PETROBRAS PN avançou 0,92%, a 24,09 reais, em dia de alta dos preços do petróleo no exterior, onde o contrato Brent encerrou com acréscimo de 0,56%. Analistas do Safra retomaram a cobertura dos papéis com recomendação "neutra" e preço-alvo de 34 reais, avaliando que os próximos meses devem continuar sendo um período de grande incerteza quanto aos planos da nova gestão. A companhia anunciou nesta terça-feira que os preços de venda de gás natural a distribuidoras terão redução de 11,1%, em média, a partir de 1º de fevereiro, em relação aos preços praticados no trimestre novembro-dezembro-janeiro.

- BRADESCO PN subiu 3,71%, a 15,1 reais, e ITAÚ UNIBANCO PN fechou em alta de 1,93%, a 25,9 reais, em dia mais positivo para o setor, com BANCO DO BRASIL ON valorizando-se 1,7%, a 35,3 reais.

- ELETROBRAS ON caiu 0,97%, a 40,9 reais, e ELETROBRAS PNB recuou 1,63%, a 42,19 reais. A queda de três torres de transmissão de energia elétrica em diferentes partes do Brasil desde domingo está sendo investigada pelas empresas donas dos empreendimentos (Eletrobras e grupo Evoltz), que dizem enxergar indícios de "vandalismo" e "sabotagem" contra as instalações em meio à eclosão de atos terroristas no país nos últimos dias.