Mercado fechado
  • BOVESPA

    108.523,47
    -1.617,17 (-1,47%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    54.049,05
    +174,14 (+0,32%)
     
  • PETROLEO CRU

    73,23
    -2,65 (-3,49%)
     
  • OURO

    1.877,70
    -53,10 (-2,75%)
     
  • BTC-USD

    23.360,30
    +20,80 (+0,09%)
     
  • CMC Crypto 200

    535,42
    -1,43 (-0,27%)
     
  • S&P500

    4.136,48
    -43,28 (-1,04%)
     
  • DOW JONES

    33.926,01
    -127,93 (-0,38%)
     
  • FTSE

    7.901,80
    +81,64 (+1,04%)
     
  • HANG SENG

    21.660,47
    -297,89 (-1,36%)
     
  • NIKKEI

    27.509,46
    +107,41 (+0,39%)
     
  • NASDAQ

    12.616,50
    -230,25 (-1,79%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    5,5385
    +0,0488 (+0,89%)
     

Ibovespa encosta em 113 mil pontos com apoio externo; Americanas recua

Por Paula Arend Laier

SÃO PAULO (Reuters) - A bolsa paulista mantinha o tom positivo nesta quarta-feira, diante de um ambiente mais favorável a risco no exterior, enquanto o noticiário corporativo no Brasil incluía dados de produção da Petrobras e prévia operacional da Cyrela.

Investidores também continuam acompanhando as movimentações em torno da Americanas, principalmente o risco de um pedido de recuperação judicial pela varejista, assim como as discussões relacionadas ao salário mínimo.

Às 10:46, o Ibovespa subia 1,16%, a 112.734,03 pontos. Na máxima até o momento, chegou a 112.928,84 pontos. O volume financeiro somava 2,9 bilhões de reais, em sessão também marcada pelo vencimento de opções sobre o Ibovespa.

Em Nova York, os futuros acionários tinham variações positivas, em sessão com dados como inflação ao produtor, vendas no varejo e produção industrial dos Estados Unidos, além do Livro Bege e discursos de integrantes do Federal Reserve.

Investidores seguem buscando sinais sobre os próximos passos da autoridade monetária norte-americana, que realiza sua primeira reunião sobre juros nos dias 31 de janeiro e 1 de fevereiro.

No Brasil, agenda do dia não traz indicadores relevantes, com atenção voltada ao noticiário político/fiscal, principalmente sobre o novo salário mínimo em 2023.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse na véspera que o governo definirá o valor a partir de negociação com centrais sindicais, mas indicou que a viabilidade de ficar acima de 1.302 reais dependerá do cálculo do número de beneficiários do INSS.

Para a equipe da Ágora Investimentos, o front fiscal, incluindo novos detalhes sobre uma eventual Reforma Tributária, será fundamental para a sustentação do movimento mais positivo na bolsa paulista ao longo do dia.

Após um começo de ano mais tenso na bolsa paulista, o Ibovespa já trabalha com desempenho positivo em 2023, de cerca de 2,7%, o que muitos agentes financeiros atribuem ao fluxo positivo de capital externo.

Segundo os dados da B3, até 13 de janeiro, o saldo de capital externo no mercado secundário de ações brasileiro está positivo em quase 3 bilhões de reais neste ano.

DESTAQUES

- PETROBRAS PN subia 0,82%, a 25,73reais, em dia de alta dos preços do petróleo no exterior, com o Brent, referência usada pela companhia, subindo 1,4%. A Petrobras também divulgou na véspera, após o fechamento da bolsa, que bateu a sua meta de produção para 2022 com volume médio de 2,154 milhões de barris de petróleo por dia (bpd), embora o montante tenha ficado 2,6% abaixo do produzido no ano anterior. No setor, PRIO ON ganhava 0,85% e 3R PETROLEUM ON tinha elevação de 1,53%.

- VALE ON avançava 1,03%, a 93,08 reais, conforme contratos futuros de minério de ferro subiram nesta quarta-feira após algumas sessões em queda, quando investidores permaneceram à margem com a decisão do planejador estatal da China de reprimir a especulação excessiva do mercado. Analistas do Bradesco BBI reiteraram recomendação 'outperform' para Vale e aumentaram o preço-alvo da ação para 120 reais. Os ADRs tiveram o preço-alvo elevado para 23 dólares. No setor, CSN MINERAÇÃO ON subia 5,95%.

- BRADESCO PN tinha elevação de 0,82%, a 14,75 reais, enquanto ITAÚ UNIBANCO PN valorizava-se 0,96%, a 26,35 reais. No setor, BTG PACTUAL UNIT, que tem capturado atenção em razão do noticiário envolvendo a Americanas, uma vez que é um dos principais credores da companhia, subia 1,94%, a 22,59 reais.

- AMERICANAS ON ganhava 2,11%, a 1,86 reais, reflexo de ajustes, em meio a um ambiente ainda incerto sobre o destino da varejista após anúncio de inconsistências contábeis, o que pode resultar em pedido de recuperação judicial pela companhia. Até a véspera, a ação acumulava queda de 84% desde a divulgação dos problemas. Um dos focos de atenção está na negociação da Americanas com bancos credores, com alguns deles, como o BTG Pactual, entrando na justiça para assegurar os seus direitos. No setor, MAGAZINE LUIZA ON cedia 2,64% e VIA ON perdia 0,39%.

- CYRELA ON avançava 4,84%, a 14,72 reais, após a construtora reportar na véspera, após o fechamento da bolsa, que suas vendas líquidas contratadas no quarto trimestre somaram 2,69 bilhões de reais, montante 70,9% superior ao registrado na mesma etapa de 2021. Analistas do Goldman Sachs avaliaram que a prévia operacional pode ser um catalisador para as ações, uma vez que tiveram um desempenho melhor do que o esperado.

- JBS ON caía 0,69%, a 21,52 reais, entre as poucas quedas do dia, com o setor de proteínas mostrando um desempenho mais fraco, com MARFRIG ON cedendo 0,36% e MINERVA ON mostrando variação positiva de apenas 0,07%.

Para ver as maiores baixas do Ibovespa, clique em

Para ver as maiores altas do Ibovespa, clique em