Mercado fechado
  • BOVESPA

    110.575,47
    +348,38 (+0,32%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    41.674,30
    -738,17 (-1,74%)
     
  • PETROLEO CRU

    45,53
    -0,18 (-0,39%)
     
  • OURO

    1.788,10
    -23,10 (-1,28%)
     
  • BTC-USD

    18.050,43
    +282,37 (+1,59%)
     
  • CMC Crypto 200

    333,27
    -4,23 (-1,25%)
     
  • S&P500

    3.638,35
    +8,70 (+0,24%)
     
  • DOW JONES

    29.910,37
    +37,90 (+0,13%)
     
  • FTSE

    6.367,58
    +4,65 (+0,07%)
     
  • HANG SENG

    26.894,68
    +75,23 (+0,28%)
     
  • NIKKEI

    26.644,71
    +107,40 (+0,40%)
     
  • NASDAQ

    12.257,50
    +105,25 (+0,87%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,3746
    +0,0347 (+0,55%)
     

Incerteza global derruba Ibovespa e exige intervenção do BC no câmbio

Marcelle Gutierrez e Marcelo Osakabe
·3 minuto de leitura

O risco cada vez mais iminente de novas medidas de isolamento social (lockdown) na Europa colocou em xeque a recuperação econômica mundial e gerou uma aversão ao risco generalizada O risco cada vez mais iminente de novas medidas de isolamento social (lockdown) na Europa colocou em xeque a recuperação econômica mundial e gerou uma aversão ao risco generalizada. Neste cenário, o Ibovespa volta ao patamar dos 96 mil pontos, mesmo com a tão esperada safra de resultados corporativos do terceiro trimestre trazendo números melhores do que o esperado. Por volta das 13h55, o índice exibia perdas de 3,44%, aos 96.174 pontos. Na mínima, o Ibovespa chegou aos 95.952 pontos (-3,67%). Nenhuma ação opera em alta. Já a moeda americana chegou a tocar R$ 5,79 na máxima do dia, patamar não visto desde 18 de maio, o que provocou o Banco Central a realizar um leilão pelo qual injetou US$ 1,042 bilhão no mercado à vista. A ação amenizou a valorização e, por volta das 13h50, a divisa operava em alta de 0,81%, a R$ 5,7320. Paloma Brum, economista da Toro Investimentos, explica que a segunda onda da covid-19 está se configurando cada vez mais na Europa e novos lockdowns vão atrapalhar a recuperação econômica global. “O otimismo com a recuperação após indicadores mais positivos começa a ser deixado de lado. Essa segunda onda pode prejudicar bastante e os investidores começam a precificar essa incerteza”. Em Nova York, o Dow Jones cai 2,33%, o S&P 500 tem baixa de 2,38% e o Nasdaq cede 2,71%. Entre os principais pares emergentes, o S&P/BMV IPC, do México, recua 2,16% e o RTSI da Rússia cai 4,69%. Rodrigo Franchini, sócio da Monte Bravo Investimentos, explica que a segunda onda de covid, somada à falta de um novo pacote de estímulos americano e eleições presidenciais por lá, “acendeu o sinal de alerta”. “Ninguém quer comprar risco neste cenário de incertezas, principalmente de emergente com tantas questões internas”, diz. Segundo ele, novos lockdowns colocam em xeque a continuidade do crescimento da atividade econômica global, principalmente no quarto trimestre. Tanto a economista da Toro quanto o sócio da Monte Bravo e outros três gestores consultados pelo Valor são unânimes ao dizer que a safra de resultados corporativos brasileiros foi jogada para escanteio. “Quando lá fora está mal, o cenário local não segura. Esse é o problema de ser emergente, porque metade da bolsa é investidor estrangeiro, que sai em sinal de cautela, tanto que o dólar dispara pela saída de fluxo”. Entre os resultados divulgados, gestores destacam o da Localiza, que teve uma alta de 59% do lucro líquido em base anual, e da Gerdau, com avanço de 175% do lucro. Ainda assim, Localiza ON cai 2,97% e Gerdau PN recua 4,57%. Os três gestores consultados, que preferem não ser identificados, ponderam, contudo, que estratégias de investimento ainda não foram revistas. “Não vamos fazer nenhuma mudança ‘drástica’ antes de entender melhor a situação”, disse um deles. Outros fatores que corroboram para o intenso movimento vendedor hoje no Ibovespa está no risco fiscal, que segue no radar pela falta de andamento das reformas e cortes de gastos, e a forte baixa dos preços do petróleo, devido a elevada participação da Petrobras na carteira, de quase 9%. As ações ON e PN da Petrobras caem 4,28% e 4,18%, respectivamente. Além da aversão ao risco geral, os papéis são penalizados pela baixa de 4,8% do petróleo Brent para dezembro, a US$ 39,21 o barril. O petróleo cai pelo risco de diminuição da demanda com a segunda onda de covid e pelo aumento dos estoques americanos, que subiram em 4,32 milhões de barris na semana passada, bem acima do consenso de avanço de 800 mil barris. AP Photo/Andre Penner