Mercado fechará em 2 h 13 min

Ibovespa cai e dólar sobe com fim das negociações nos EUA por mais estímulos

·3 minutos de leitura
*ARQUIVO* São Paulo, SP, Brasil, 24-01-20109 - Cédulas de dólar. Papel Moeda. Dinheiro. (Foto: Gabriel Cabral/Folhapress) ORG XMIT: AGEN2009301902632528
*ARQUIVO* São Paulo, SP, Brasil, 24-01-20109 - Cédulas de dólar. Papel Moeda. Dinheiro. (Foto: Gabriel Cabral/Folhapress) ORG XMIT: AGEN2009301902632528

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Bolsa brasileira, que chegou a subir 1,4% nesta terça-feira (6), fechou em queda de 0,49%, a 95.615 pontos, após o presidente americano Donald Trump dar por encerradas as negociações entre republicanos e democratas por mais estímulos econômicos nos Estados Unidos.

"Instruí meus representantes a pararem de negociar até depois da eleição, quando, imediatamente após minha vitória, aprovaremos uma importante lei de estímulo que se concentra nos americanos trabalhadores e nas pequenas empresas", escreveu Trump em seu Twitter.

Logo após a declaração, as Bolsas de Valores de Nova York passaram a cair e o Ibovespa acompanhou. S&P fechou em queda de 1,4%, Dow Jones, de 1,3% e Nasdaq, de 1,6%.

Segundo Rafael Ribeiro, analista da Clear Corretora, as Bolsas dos EUA também perderam força após o presidente do Fed (banco central americano), Jerome Powell, afirmar que a recuperação econômica dos EUA está longe de ser concluída e ainda pode cair em uma espiral descendente se o Covid-19 não for controlado.

O dólar, que vinha em queda, fechou em alta de 0,5% a R$ 5,598. O turismo está a R$ 5,757.

"O Ibovespa foi embalo com sinais do governo sobre a retomada das reformas e o respeito ao teto de gastos. Porém, o índice perdeu força ao longo da tarde seguindo o mercado americano e na expectativa pela divulgação do Renda Cidadã", diz Ribeiro.

O anúncio do Renda Cidadã, ampliação do Bolsa Família que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) tenta criar para compensar o fim do auxílio emergencial, seria inicialmente apresentado nesta quarta-feira (7), mas foi adiado para a próxima semana segundo o senador Márcio Bittar (MDB-AC), relator da PEC (proposta de emenda à Constituição) que vai criar o programa social batizado primeiramente de Renda Brasil.

O mercado também repercutiu a aproximação do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) com o ministro Paulo Guedes (Economia).

"Por aqui, apesar das pazes entre Maia e Guedes, existem muitas dúvidas sobre a forma de financiamento do Renda Cidadã e os investidores aguardam na defensiva pelo projeto".

Sob o argumento de que assume os próprios erros, Maia afirmou na noite de segunda (5) que foi "indelicado" e "grosseiro" com Guedes e pediu desculpas em um jantar de reconciliação, que contou com a presença de outras autoridades. Guedes negou ter ofendido Maia, mas, depois, pediu desculpas "caso o tenha ofendido".

Maia e Guedes fizeram trocas públicas de acusações nas últimas semanas. Na terça (29), o presidente da Câmara publicou uma pergunta em suas redes sociais: "Por que Paulo Guedes interditou o debate da reforma tributária?", escreveu.

Menos de 24 horas depois, Guedes afirmou, em transmissão ao vivo pela internet, que há boatos de que haveria um acordo de Maia com a esquerda para travar as privatizações. Em seguida, Maia chamou Guedes de desequilibrado.

No pregão desta terça, o destaque foi o IRB, cujas ações despencaram 17%, a R$ 7,17, após o UBS BB retomar a cobertura da empresa com recomendação de "venda" e preço-alvo de R$,60. Os papéis da companhia subiram mais de 15% em outubro até segunda.

Já a Braskem teve alta de 4,5%, a R$ 22,00, após o Morgan Stanley elevar a recomendação do papel.