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Ibovespa cai com temor de recessão nos mercados globais; eleições e BC no radar

Bolsa de Valores B3

Por Andre Romani

SÃO PAULO (Reuters) - O Ibovespa caía firme nesta quinta-feira, à medida que os mercados acionários no exterior retomam trajetória de baixa com temores de recessão econômica.

No Brasil, investidores aguardam pelos últimos desenrolares da campanha eleitoral. Presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, e diretor de política econômica da instituição falam em coletiva de imprensa.

Às 11:39 (de Brasília), o Ibovespa caía 1,87%, a 106.423,31 pontos. Na mínima do dia, o índice recuou a 106.243,52 pontos, enquanto na máxima esteve em 108.448,54 pontos. O volume financeiro da sessão somava 7 bilhões de reais.

"Eu vejo mais um reflexo da aversão ao risco global...o Brasil está sentindo essa mesma onda, reverberando domesticamente essa mesma dinâmica" disse Daniel Xavier, gerente do departamento econômico do Banco ABC Brasil. "O ponto principal é a política monetária global. É a perspectiva de necessidade de ajustes de juros nos principais países", afirmou ele.

Os principais índices em Wall Street e na Europa recuavam forte nesta quinta-feira, após interromperem série de baixas na véspera, uma vez que temores de recessão econômica devido aos aumentos de juros ao redor do globo voltaram a pesar na confiança dos investidores, bem como o risco de contágio envolvendo a reação negativa do mercado a um plano fiscal do Reino Unido.

O S&P 500 cedia 2,6% e o índice pan-europeu STOXX 600 perdia 2,4%.

No Brasil, há o debate entre os candidatos à Presidência promovido pela TV Globo à noite. Antes, a divulgação de nova pesquisa Datafolha, que deverá trazer mais pistas sobre as chances de Lula encerrar a disputa no domingo, após levantamentos de outros institutos no início da semana apontarem essa possibilidade.

Investidores também estão atentos às falas dos membros do BC, em especial Campos Neto, que respondem a perguntas de jornalistas em coletiva sobre o Relatório Trimestral de Inflação. O evento começou 11h. A interrupção do ciclo de alta da Selic pelo BC semana passada ajudou a diminuir os impactos no Ibovespa da liquidação recente nos mercados internacionais.

Entre os dados divulgados mais cedo, o dado de inflação IGP-M recuou em setembro mais do que o projetado por economistas. O saldo de abertura de vagas formais de emprego no país em agosto também veio acima do esperado.

DESTAQUES

- PETROBRAS PN recuava 1,7%, a 28,78 reais, estendendo perdas da véspera diante da queda de cerca de 1% do petróleo Brent. PRIO ON diminuía 1,8% e 3R PETROLEUM ON reduzia 3,3%.

- VALE ON caía 1,3%, a 67,41 reais, diante de alta do minério de ferro na Ásia, com o contrato de referência de Dalian atingindo uma máxima de duas semanas, sustentado pelo aumento da atividade de construção na China, maior produtora mundial de aço, e pelas políticas de apoio ao setor.

- ITAÚ UNIBANCO PN negociava estável, após quatro sessões seguidas de queda. Papéis de outros bancos operavam em queda.

- MINERVA ON avançava 0,6%, a 12,83 reais, único papel no território positivo no momento.

- REDE D'OR ON exibia perdas de 6,6%, a 28,73 reais, a quinta seguida. Analistas do Itaú BBA reduziram as projeções de lucro do grupo de hospitais em 2022 e 2023, com perspectivas de menor tíquete médio e redução mais gradual de custos. Também no setor de saúde, SULAMÉRICA UNIT, que está em processo de combinação de negócios com a Rede D'Or, cedia 6,8%, enquanto HAPVIDA ON recuava 4,4%.

- VIA ON caía 5,7%, MAGAZINE LUIZA ON desvalorizava 5,8% e AMERICANAS ON cedia 4,8%.