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Ibovespa cai ao patamar de 95 mil pontos com tensão externa e risco fiscal

Marcelle Gutierrez
·3 minutos de leitura

As perdas só não foram maiores em função da valorização das ações da Localiza, IRB e Vale Um novo patamar foi alcançado hoje no Ibovespa: dos 95 mil pontos. A aversão ao risco vinda do exterior, com as chances cada vez mais remotas de um novo pacote de estímulos americano, foi a principal causa, mas a bolsa brasileira já sofre há alguns meses com o risco fiscal. As perdas só não foram maiores em função da valorização das ações da Localiza, IRB e Vale. Após ajustes, o Ibovespa fechou em queda de 1,60%, aos 95.735 pontos, bem próximo da mínima do dia, dos 95.728 pontos (-1,61%). Na máxima, o índice alcançou 97.389 pontos (0,10%). A última vez em que o Ibovespa fechou no nível dos 95 mil pontos foi em 30 de junho. A trajetória foi ascendente até o fim de julho, quando atingiu os 105 mil pontos. Na sequência, o índice perdeu força diante de embates políticos do Executivo com Legislativo e equipe econômica e também sinalizações de que o teto de gastos poderia ser rompido. Os principais riscos vieram do auxílio emergencial, confirmado em R$ 300 até o fim do ano, e do programa Renda Brasil, suspenso, por enquanto. Hoje, profissionais do mercado comentaram rumores da criação de uma “nova CPMF” para transações digitais. Além disso, o governo elevou a projeção do déficit primário para R$ 861 bilhões e o IPCA-15 foi de +0,45% em setembro, ante 0,23% em agosto. “O Ibovespa nem surfou toda a onda de lá de fora em julho e agosto, porque quando bateu nos 105 mil pontos vieram os ruídos fiscais. Agora, tudo segue muito incerto e começa a ver que a inflação não está muito comportada”, explica Alexandre Espirito Santo, economista da Órama Investimentos. Hoje, os índices americanos fecharam em baixa, após diversos membros do Federal Reserve (Fed) enfatizarem a necessidade de novos estímulos fiscais para dar suporte à recuperação econômica enfraquecida pela pandemia. Apesar dos apelos, um novo acordo segue travado no Congresso com impasse entre republicanos e democratas, o que fica cada vez mais difícil com a proximidade da eleição presidencial americana. O Dow Jones recuou 1,92%, o S&P 500 teve baixa de 2,37% e o Nasdaq caiu 3,02%. As incertezas internas em relação ao equilíbrio fiscal e a piora do exterior culminam ainda em alta dos juros futuros, com reflexos no Ibovespa. A inclinação da curva no longo prazo afeta o custo da dívida das empresas e, assim, seus lucros, e também o valuation (valor), quando utilizado o método de fluxo de caixa descontado. Ou seja, quanto maiores os juros futuros, menor o valor das empresas listadas na bolsa. “A bolsa só vai conseguir andar quando vier alguma melhora fiscal, que alivia o juros longo e, por consequência, melhora para a bolsa”, afirma um gestor, que prefere não ser identificado. Atualmente, a taxa básica de juros (Selic) está em 2,00% ao ano. Mas, no mercado futuro, o contrato do Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2025 encerrou a sessão hoje a 6,42%, enquanto o DI para 2027 passou para 7,38%. Esta alta pode ainda ocasionar uma migração de investimentos da renda variável para renda fixa, à medida que produtos indexados a essas taxas ficam mais atrativos. Embora o viés geral do Ibovespa tenha sido negativo hoje, algumas ações se destaram entre as altas e ajudaram a minimizar esse efeito. Vale ON subiu 2,23% e registrou o maior volume financeiro do dia, de R$ 2,2 bilhões, beneficiada pela alta de 2,16% do dólar. Já Localiza ON valorizou 13,97% com anúncio de fusão com a Unidas, e IRB Brasil ON subiu 9,57%, após divulgar prejuízo de R$ 62,4 milhões em julho. Parte do mercado avalia que o pior momento da resseguradora pode ter ficado para trás. O volume financeiro do Ibovespa totalizou R$ 19,3 bilhões, um pouco abaixo da média diária de setembro, de R$ 19,7 bilhões. Gerd Altmann/Pixabay