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Ibovespa cai ao nível de julho em meio a tensão no exterior

Marcelle Gutierrez
·3 minutos de leitura

Aversão ao risco vinda do exterior se soma a um cenário local já afetado pelo risco fiscal A aversão ao risco vinda do exterior, somada a um cenário local já afetado pelo risco fiscal, levaram o Ibovespa para os 96.991 pontos — baixa de 1,32%, após ajustes. Este foi o menor nível desde 3 de julho, quando encerrou a sessão aos 96.764 pontos. Ao longo do pregão, o índice chegou a cair ainda mais, 2,51%, na mínima do dia, aos 95.820 pontos. A leve melhora nas últimas horas da sessão ocorreu pelo fato de o Ibovespa ser uma das bolsas mais penalizadas no mundo. Assim, começa a ficar mais atrativa em termos de preço. O volume financeiro totalizou R$ 21,4 bilhões, um pouco acima da média diária de setembro, de R$ 20,1 bilhões, e da média de 2020, de R$ 20,6 bilhões. Em Nova York, o Dow Jones teve baixa de 1,84%, o S&P 500 recuou 1,16% e o Nasdaq cedeu 0,13%. Dois fatores foram os responsáveis pela onda global de aversão ao risco: aumento de casos da covid-19 na Europa e escândalo no setor bancário americano com denúncia de US$ 2 trilhões em transações com dinheiro ilegal. “Não tem nenhum dos bancos citados com ações na bolsa brasileira, mas é natural que a aversão ao risco afete os mercados emergentes”, explica Rodrigo Franchini, sócio da Monte Bravo Investimentos, que acrescenta: “O Ibovespa teve queda exagerada em março e recompôs. Nos 95 mil pontos, que é o valor mínimo, já vem força compradora”, afirma. De fato, o Ibovespa é a bolsa que mais recua em 2020 em dólar, ante os principais pares emergentes e Nova York. No ano, o índice brasileiro tem queda de 37,9%, seguido pelo IPC, do México, que recua 28,1%, e pelo BIST 100, da Turquia (-25,9%). Já o Dow Jones tem baixa de 4,87% e o S&P 500 sobe 1,56%. Porém, para ultrapassar os 105 mil pontos, máxima atingida no fim de julho, Franchini reforça que o país precisa ter avanços no campo fiscal. “É preciso acompanhar, principalmente se voltarem as discussões de flexibilização de teto de gastos. A bolsa não foi para acima de 105 mil pontos por causa disso”, diz. Camila Abdelmalack, economista-chefe da Veedha Investimentos, acredita que o risco fiscal é o pano de fundo limitador do avanço da bolsa brasileira. Hoje, essa problemática, foi acentuada pela aversão ao risco vinda do exterior. “Vimos recentemente momentos em que o exterior subiu e a bolsa brasileira não conseguiu acompanhar, porque tem esse grande limitador [risco fiscal] que implica na percepção de risco do investidor”, afirma. Segundo ela, podem até ocorrer movimentos de curto prazo com sinalizações positivas no Ibovespa, como visto com o envio da reforma administrativa, mas para se manter no patamar acima dos 100 mil pontos precisa de algum fato concreto. Segundo a economista, a bolsa brasileira, assim como todo o mercado de renda variável pelo mundo, foi beneficiado pelo excesso de liquidez e taxas de juros baixas. Agora, segundo ela, são necessárias medidas de estímulo e reformas efetivas para ocorrer recuperação da economia real. “Política monetária sozinha não faz milagre.” Atualmente, a taxa básica de juros (Selic) está na mínima histórica, em 2% ao ano. Entre as maiores baixas do Ibovespa hoje, destaque para o setor aéreo, o mais afetado pela pandemia e que pode demorar ainda mais para se recuperar com a imposição de novas quarentenas pelo mundo. Gol PN recuou 8,46%, Azul PN (-7,80%) e Embraer ON (-4,79%). Pixabay