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Ibovespa avança puxado por Petrobras após dividendo recorde

Sede da B3

Por Paula Arend Laier

SÃO PAULO (Reuters) - O Ibovespa fechou em alta pelo segundo pregão seguido nesta quinta-feira, puxado principalmente por Petrobras, que avançou 3% após anunciar pagamento trimestral recorde de dividendos.

Uma bateria de resultados corporativos também repercutiu nos negócios, entre eles os números de Ambev, Santander Brasil e Suzano. A agenda de balanços ainda reserva nesta quinta-feira os números de Petrobras e Vale.

Índice de referência no mercado acionário brasileiro, o Ibovespa avançou 1,14%, a 102.596,66 pontos.

Wall Street foi outro componente favorável para a nova máxima em mais de um mês do Ibovespa, uma vez que o S&P 500 fechou em alta de mais de 1%.

Dados mostrando uma contração na economia dos EUA pelo segundo trimestre consecutivo aumentaram especulações entre investidores de que o Federal Reserve pode não precisar ser tão agressivo com os aumentos de juros como alguns pensavam.

De acordo com o sócio e chefe de renda variável da Monte Bravo Investimentos, Bruno Madruga, o dia começou com volatilidade, mas Nova York mostrou melhora e o anúncio da Petrobras fez o Ibovespa se firmar de vez no campo positivo.

A Petrobras disse que pagará o total de 87,8 bilhões de reais em dividendos referentes ao segundo trimestre, um recorde trimestral. O valor se soma aos 48,5 bilhões aprovados pelo conselho de administração referentes ao primeiro trimestre.

Madruga disse que se trata de "uma distribuição de dividendos extremamente representativa e relevante", que fez as ações da companhia se valorizarem, "sem dúvida, puxando o Ibovespa".

DESTAQUES

- PETROBRAS PN avançou 3%, a 32,29 reais, após o conselho de administração da empresa aprovar o pagamento de dividendos de 6,732003 reais por ação referentes ao segundo trimestre. Em dia de alta do petróleo Brent no exterior, a companhia também anunciou redução dos preços da gasolina e de combustíveis para a aviação. A Petrobras ainda divulga balanço nesta quinta.

- VALE ON subiu apenas 0,2%, a 70,69 reais, antes da divulgação do balanço do segundo trimestre após o fechamento do mercado, em dia de alta do minério de ferro na China. A companhia também acertou em conjunto com sócios a venda de suas participações na Companhia Siderúrgica do Pecém à ArcelorMittal, saindo do setor siderúrgico.

- AMBEV ON valorizou-se 0,8%, a 15,10 reais, após trabalhar no vermelho em parte do pregão, tendo no radar resultado acima do esperado no segundo trimestre, com lucro líquido de 3,06 bilhões de reais, com recorde nas vendas de volumes para o período. A margem Ebitda ajustada recuou na base ano a ano, mas apresentou alguma melhora em relação aos primeiros três meses do ano.

- ASSAÍ ON caiu 1%, a 16,19 reais, apesar do crescimento de 21% no lucro do segundo trimestre. O presidente da companhia também disse que a projeção atual de abertura de 52 lojas em 2022 é conservadora e espera poder entregar ainda mais pontos no ano. No setor, GPA ON perdeu 1,35%, para 16,10 reais, diante de prejuízo de 172 milhões de reais no segundo trimestre e mesmo esperando melhora nas margens em 2023.

- GOL PN perdeu 4,65%, a 8,61 reais, devolvendo parte da alta da véspera, após reportar prejuízo líquido de 2,85 bilhões de reais no segundo trimestre. A receita operacional líquida, porém, saltou 215,3%. A companhia também divulgou novas projeções para 2022 e disse que espera ambiente saudável de receita e yield maior no segundo semestre.

- SANTANDER BRASIL UNIT subiu 2,5%, a 28,54 reais, após lucro líquido de 4,08 bilhões de reais no segundo trimestre, acima do esperado embora as provisões para perdas com empréstimos tenham acentuadamente. Em teleconferências com analistas e jornalistas, executivos do banco enfatizaram a estabilização do índice de inadimplência. No setor, ITAÚ UNIBANCO PN avançou 0,6% e BRADESCO PN valorizou-se 0,75%.

- SUZANO ON subiu apenas 0,2%, a 46,95 reais, após a maior produtora de celulose de eucalipto do mundo reportar avanço no resultado operacional de 23% no segundo trimestre e anunciar novo programa de recompra de ações. A companhia também disse que vê demanda por celulose ainda resiliente após alta de preços.

- QUALICORP ON saltou 7,65%, a 10,27 reais, no segundo dia de recuperação, após atingir mínima de fechamento desde outubro de 2018 na última terça-feira. No mês, porém, ainda acumula queda de cerca de 8%. Analistas veem um ambiente ainda desafiador para a companhia.

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