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Ibovespa mostra indefinição com Fed e eleição no radar

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Por Paula Arend Laier

SÃO PAULO (Reuters) - O Ibovespa não mostrava uma tendência firme nesta terça-feira, com as altas de bancos e de Petrobras sendo contrabalançadas pelo declínio em mineração e siderurgia, em mais uma sessão de expectativas para o desfecho da reunião do Federal Reserve (Fed) nesta semana e para o cenário eleitoral no Brasil.

Às 11:51, o Ibovespa subia 0,13%, a 111.966,37 pontos, tendo atingido 111.393,16 pontos na mínima até o momento e 112.543,88 pontos na máxima. O volume financeiro somava 8,9 bilhões de reais.

Na véspera, o Ibovespa avançou mais de 2%, embalado pela melhora do cenário externo, mas também pelo anúncio público de apoio do ex-ministro Henrique Meirelles ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que lidera a disputa presidencial, seguido pelo presidente Jair Bolsonaro (PL).

"A interpretação do mercado, aparentemente, é de que Meirelles poderia ser uma âncora de política econômica mais 'ortodoxa' dentro de um eventual governo Lula", afirmou Dan Kawa, diretor de investimentos da gestora TAG, em nota a clientes mais cedo nesta terça-feira.

Wall Street, por sua vez, tinha uma sessão negativa, com os investidores se posicionando para novas projeções econômicas e outro grande aumento da taxa de juros pelo Federal Reserve na quarta-feira para conter a inflação mais alta em décadas. O S&P 500 operava em baixa de 1,06%.

No mercado, prevalecem as expectativas de que o banco central norte-americano elevará os juros novamente em 0,75 ponto percentual, mas há apostas para um aperto ainda maior.

Para Ipek Ozkardeskaya, analista sênior no Swissquote Bank, uma alta de 0,75 p.p. na quarta-feira tem o potencial de dar algum alívio aos mercados de ações, pois ajudaria a reduzir o preço do cenário de alta de 1 p.p.

No entanto, acrescentou, o tamanho de um eventual alívio, ou se haverá um alívio ou não, também dependerá das projeções econômicas e do chamado "dot plot" (gráfico de pontos), que mostra estimativas de membros do Fed sobre em que ponto a taxa de juros deve estar ao fim de 2022 e nos anos seguintes.

DESTAQUES

- VALE ON cedia 1,93%, a 69,1 reais, com o setor de mineração e siderurgia entre os destaques de baixa, tendo de pano de fundo a queda dos preços de minério de ferro e aço na China. CSN ON perdia 3,96%, CSN MINERAÇÃO ON caía 1,4%, USIMINAS PNA recuava 1,61% e GERDAU PN tinha declínio de 1,07%.

- BRADESCO PN avançava 2,56%, a 20,03 reais, oferecendo um contrapeso, assim como ITAÚ UNIBANCO PN, que subia 2,57%, a 28,39 reais. O índice do setor financeiro mostrava acréscimo de 1,57%, apoiado ainda em B3 ON, que se valorizava 1,06%.

- AZUL PN subia 0,85%, a 0,85 reais. A empresa aérea anunciou a retirada de 12 aeronaves Embraer E-195 E1 de sua frota operacional de passageiros até o final de 2023, em plano de transformação de frota que pode elevar margens.

- PETROBRAS PN subia 0,42%, a 31,4 reais, apesar da queda de 2,24% do petróleo Brent, usado como referência pela companhia. A estatal disse nesta terça-feira que iniciou a fase vinculante da venda de 40% da sua participação em concessões localizadas em águas profundas na Bacia Potiguar - Margem Equatorial, no Rio Grande do Norte.

- ECORODOVIAS ON caía 3,16%, a 5,52 reais, após duas sessões de recuperação, depois do tombo na quinta-feira passada quando venceu o leilão de concessão rodoviária do chamado lote noroeste paulista, com um valor de outorga fixa de 1,236 bilhão de reais.

- GPA ON subia 1,31%, a 21,67 reais, na ponta positiva, assim como o rival CARREFOUR BRASIL ON, que registrava elevação de 0,97%, a 20,87 reais.

- ROSSI ON, que não está no Ibovespa, desabava 11,43%, a 2,79 reais, após a construtora pedir recuperação judicial, depois de vários anos de fragilidade financeira, com caixa quase vazio e dívidas de aproximadamente 600 milhões de reais.

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(Edição de André Romani)