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Ibovespa avança com Petrobras; Americanas fecha a R$1

Por Paula Arend Laier

SÃO PAULO (Reuters) - O Ibovespa subiu nesta quinta-feira, apoiado principalmente em Petrobras, com a alta do preço do petróleo, mas os holofotes na sessão estiveram voltados para a Americanas, que afundou mais de 40% após pedir recuperação judicial, fechando a 1 real.

Índice de referência da bolsa brasileira, o Ibovespa subiu 0,62%, a 112.921,88 pontos, maior patamar em cerca de dois meses. O volume financeiro somou 24,9 bilhões de reais.

Na visão de Werner Roger, gestor e sócio-fundador da Trígono Capital, não houve surpresa em relação a Americanas, uma vez que a própria empresa afirmou que estava de preparando para tal desfecho, que pode ter sido acelerado por bancos credores.

"Mas é um evento bastante negativo. Não se sabe como será a questão envolvendo os fornecedores, se a empresa vai conseguir sobreviver", disse. "E o processo pode se prolongar bastante".

Para Rafael Azevedo, especialista em renda variável da Blue3, com a ação deixando o Ibovespa na sexta-feira após o fechamento de mercado, conforme as regras da B3, mais vendas do papel devem ocorrer.

Ele ressaltou que a recuperação judicial ainda deve afetar o mercado de crédito e alguns fundos de renda fixa de crédito privado, porque a Americanas tinha um grande volume de títulos.

Para Roger, da Trígono, a performance do Ibovespa encontrou respaldo nas commodities, notadamente o petróleo e o minério de ferro, que deram suporte ao papéis da Petrobras e Vale - que sozinhas respondem por 27% do índice.

Roger ainda destacou que "a vontade do estrangeiro de investir no Brasil é muito grande", acrescentando que tem ocorrido um fluxo muito positivo nesse começo do ano, com os investidores locais vendendo, estrangeiros comprando.

O saldo de capital externo no mercado secundário de ações brasileiro está positivo em cerca de 5 bilhões de reais em 2023, de acordo com dados da B3 até o dia 17.

O desconforto inicial com declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, chamando de "bobagem" a independência do Banco Central, acabou tendo um efeito limitado no Ibovespa.

Em seminário nos Estados Unidos, o presidente da autoridade monetária, Roberto Campo Neto, disse entender que Lula quis dizer, em declarações na véspera, que não seria necessário ter a independência do BC prevista em lei para a autonomia funcionar.

Mas afirmou que autonomia formal do BC ajudou a reduzir a volatilidade dos mercados no Brasil e mostrou resiliência.

Em Wall Street, o tom negativo prevaleceu após dados sinalizarem um mercado de trabalho apertado, renovando preocupações de que o Federal Reserve continuará sua trajetória agressiva de aumentos de juros.

DESTAQUES

- AMERICANAS ON despencou 42,53%, a 1 real, após a varejista pedir recuperação judicial, com dívidas de cerca de 43 bilhões de reais, oito dias após ter revelado um rombo contábil. Antes do anúncio das "inconsistências", as ações valiam 12 reais - um tombo de 91,67% no período. A perda em valor de mercado nesse intervalo alcançou 9,9 bilhões de reais. Os papéis da Americanas serão excluídos dos índices da B3 após o fechamento de sexta-feira. No setor, MAGAZINE LUIZA ON disparou 7,02% e VIA ON caiu 2,52%.

- PETROBRAS PN fechou com acréscimo de 3,03%, a 25,83 reais, em dia positivo para os preços do petróleo. O contrato Brent avançou 1,39%. Está previsto para esta quinta-feira o pagamento pela Petrobras da segunda parcela da remuneração aos acionistas referente ao terceiro trimestre - 1,611607 real por ação ordinária e preferencial em dividendos, e a 0,074787 real por ação ON e PN em juro sobre capital próprio.

- VALE ON avançou 0,43%, a 93,74 reais, acompanhando a alta dos contratos futuros de minério de ferro, uma vez que o otimismo quanto à recuperação econômica na China, maior produtora mundial de aço, elevou a expectativa de demanda, e traders buscavam barganhas após uma recente queda nos preços.

- BTG PACTUAL UNIT perdeu 2,74%, a 22,03 reais, em meio a problemas envolvendo a Americanas, da qual é um dos principais credores. BRADESCO PN subiu 0,2% e ITAÚ UNIBANCO PN terminou estável, com ambos se afastando das mínimas. BANCO DO BRASIL ON valorizou-se 2,28%.

- MRV ON fechou em baixa de 1,4%, a 7,04 reais. A prévia operacional da companhia na véspera mostrou queima de caixa de 540 milhões de reais no quarto trimestre, uma vez que não conseguiu repassar integralmente para clientes a alta nos custos de insumos acumulada nos últimos dois anos. O índice do setor imobiliário, que inclui também ações de empresas de shopping centers, subiu 0,15%.

(Por Paula Arend Laier)