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IBGE prevê safra recorde de 288,1 milhões de toneladas em 2023

***ARQUIVO***TANGARÁ DA SERRA, MS - Colheita da safra de soja na fazenda Morro Azul, há 70 km do centro de Tangará da Serra, no Mato Grosso do Sul. (Foto: Marcelo Justo/Folhapress)
***ARQUIVO***TANGARÁ DA SERRA, MS - Colheita da safra de soja na fazenda Morro Azul, há 70 km do centro de Tangará da Serra, no Mato Grosso do Sul. (Foto: Marcelo Justo/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (AGÊNCIA BRASIL) - O Brasil deve ter uma safra recorde de grãos, cereais, leguminosas e oleaginosas em 2023. O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) estima uma produção de 288,1 milhões de toneladas, ou seja, 9,6% (25,4 milhões de toneladas) a mais do que a safra prevista para este ano (262,8 milhões).

O volume recorde deverá ser puxado pela maior produção prevista para a soja (19,1%), milho 1ª safra (16,8%), algodão herbáceo em caroço (2%), sorgo (5,7%) e para o feijão 1ª safra (4,9%). A soja e o milho 1ª safra também devem ter aumento na área colhida, de 1,2% e 0,9%, respectivamente.

Segundo Carlos Barradas, gerente do LSPA (Levantamento Sistemático da Produção Agrícola), pesquisa que faz a projeção das safras, o crescimento esperado para a soja se deve à recuperação de produções afetadas no verão de 2022 no Paraná, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul.

Ao mesmo tempo, são estimadas quedas na produção para o arroz (-3,5%), milho 2ª safra (-0,2%), feijão 2ª safra (-9,5%), feijão 3ª safra (-3,7%) e trigo (-12,1%).

SAFRA DE 2022

A pesquisa - feita em outubro deste ano - também estima que 2022 deve fechar com crescimento de 3,8% em relação ao ano passado (ou 9,6 milhões de toneladas a mais). A estimativa é 0,3% maior do que o levantamento de setembro.

O ano de 2022 deve fechar com crescimentos de 15,2% para o algodão herbáceo em caroço, de 22,6% para o trigo e de 25,7% para o milho. Houve perdas, no entanto, de 11,5% para a soja e de 8,1% para o arroz em casca.