IBGE: preços no atacado seguem em desaceleração

A desaceleração de preços na indústria de transformação, como demonstra o Índice de Preços aos Produtos (IPP), que passou de 0,69% em setembro para 0,21% em outubro, dá continuidade à trajetória de perda de ritmo da inflação no atacado iniciada em maio. Naquele mês, o IPP foi de 1,69%, seguido de 1,11% em junho.

Mais uma vez, em outubro, o desaquecimento da economia fez com que a indústria optasse por conter os preços dos seus produtos. Além disso, contribuíram para a desaceleração do índice as quedas de preços de produtos agropecuários, como a soja e o açúcar, e das carnes, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Com isso, o grupo alimentos, responsável por 20% da formação do IPP, foi o de maior influência na desaceleração do índice. O grupo apresentou queda de 1,51% em outubro, por causa, principalmente, da desvalorização do preço da soja no mercado americano e da queda de preço do açúcar nos mercados interno e externo, informou o técnico do IPP, Manoel Campos Souza. A maior oferta de carnes no Brasil também contribuiu para a desaceleração da inflação medida pelo IPP.

Na contramão, o aumento de preços da nafta petroquímica influenciou o índice para cima. Em alta no mercado internacional, a nafta foi reajustada no segmento de outros químicos, que avançou 3,48%; e gerou a alta do grupo de refino de petróleo e produtos de álcool, de 0,99%.

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