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IBGE: Mão de obra ‘desperdiçada’ sobe a recorde de 33,3 milhões de pessoas

Bruno Villas Bôas
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Indicador visto como termômetro mais apurado do que a taxa de desemprego engloba a subocupação e a desistência de procura por trabalho e corresponde a 30,6% da força de trabalho ampliada do país O país tinha 33,32 milhões de trabalhadores subutilizados no período de junho a agosto deste ano, 20% acima do mesmo período de 2019, mostra a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada nesta sexta-feira pelo IBGE. Trata-se de um recorde da série histórica da pesquisa do IBGE, iniciada no primeiro trimestre de 2012. IBGE: Taxa de desemprego sobe a 14,4% no trimestre móvel até agosto, a maior da série IBGE: 9 de 10 atividades reduzem pessoal ocupado no trimestre móvel até agosto IBGE: Setor formal passa a responder pela maior parte das dispensas em agosto O contingente de trabalhadores subutilizados, também chamada de “mão de obra desperdiçada” compreende desempregados, pessoas que trabalham menos horas do que gostariam e os trabalhadores que não buscam emprego, mas gostariam de trabalhar. O indicador vem sendo apontado por especialistas como um bom termômetro do mercado de trabalho no período da pandemia, por englobar a subocupação e a desistência de procura por trabalho. Seria melhor, inclusive, do que a taxa de desemprego. O contingente corresponde a 30,6% da força de trabalho ampliada do país (que soma a força de trabalho com a força de trabalho potencial), a chamada taxa de subutilização. O indicador era de 24,3% no mesmo período do ano passado. O número de trabalhadores desalentados foi de 5,851 milhões no trimestre de junho a agosto, 8,1% a mais do que no trimestre anterior. É considerado desalentado quem está fora da força de trabalho, mas que aceitaria uma vaga se alguém oferecesse. Com a pandemia limitando a oferta de vagas, além da própria mobilidade de trabalhadores, o movimento de desalento de trabalhadores era esperado por analistas, assim como o incremento da “mão de obras desperdiçada” no país. Pedro Teixeira/ O Globo