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IBGE: Inflação da carne perde fôlego, mas ainda lidera impactos no IPCA-15

Bruno Villas Bôas

Carnes passaram de alta de 17,71% em dezembro de 2019 para 4,83% no início deste ano O preço do quilo da carne bovina e suína exerceu novamente o principal impacto sobre a inflação do país em janeiro, mas em uma intensidade menor do que a registrada no fim de 2019, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Divulgado nesta quinta-feira, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) aumentou 0,71% no primeiro mês de 2020, após alta de 1,05% de dezembro de 2019. O resultado ficou em linha com a mediana das projeções de analistas, de alta de 0,70%.

tomwieden/Pixabay

Pressionado pela demanda do mercado chinês após um surto de peste ter dizimado o plantel de suínos no país asiático, o preço da carne avançou 4,83% em janeiro, a maior contribuição individual para o resultado do IPCA-15 de janeiro, com 0,15 ponto percentual.

Apesar disso, o preço da carne subiu em ritmo menor do que em dezembro, quando houve elevação de 17,71%. Desta forma, a taxa de inflação do grupo de Alimentação e bebidas desacelerou a alta para 1,83% em janeiro, abaixo da taxa registrada em dezembro (+2,59%).

Outros itens de alimentação com aumento de preço em janeiro foram frutas (3,98%) e frango inteiro (4,96%), que aceleraram na comparação com o último mês de 2019 (1,67% e 2,43%, respectivamente). No lado das quedas, o destaque coube para a cebola, que ficou 5,43% mais barata.

Despesas pessoais também contribuíram para a desaceleração do IPCA-15 de janeiro. Esses preços avançaram 0,47% no período, após alta de 1,74% em dezembro. O motivo foi a dissipação do reajuste nos preços das apostas, com vigência a partir de 10 de novembro.