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Mais de 13 milhões de brasileiros vivem com menos de R$ 8 por dia

DIEGO GARCIA
***FOTO DE ARQUIVO*** PORTO ALEGRE, RS, 25.08.2018 - Fachada do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). (Foto: Evandro Leal/Agência Freelancer/Folhapress)
***FOTO DE ARQUIVO*** PORTO ALEGRE, RS, 25.08.2018 - Fachada do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). (Foto: Evandro Leal/Agência Freelancer/Folhapress)

A ampliação da ocupação e o crescimento do rendimento no trabalho ajudaram a tirar cerca de 1 milhão de brasileiros da pobreza em 2018. Porém, o país ainda tinha 13,5 milhões de pessoas em pobreza extrema, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

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O número se manteve estável na comparação com 2017, de acordo com a Síntese de Indicadores Sociais do IBGE divulgada nesta quarta (6). Em 2018, 6,5% da população se encontrava nessa situação, 0,1 ponto percentual a mais que no ano anterior.

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Pela linha definida pelo Banco Mundial -que é a métrica adotada pelo IBGE-, são considerados em pobreza extrema aqueles que vivem com até US$ 1,90 por dia (R$ 7,6 por dia, com base em cotação desta terça, 5).

Os brasileiros na pobreza extrema aumentaram 2 pontos percentuais entre 2014 e 2018, resultando, no ano passado, em 13,5 milhões de pessoas.

"Esse contingente é superior à população total de países como Bolívia, Bélgica, Cuba, Grécia e Portugal", analisou o IBGE

Por outro lado, são considerados pobres aqueles que tem o PPC menor que US$ 5,50 (R$ 22 na cotação atual) por dia. E esse número caiu de 0,7% no ano passado, atingindo agora 52,5 milhões de brasileiros.

O IBGE creditou a melhora também ao crescimento do rendimento proveniente de aposentadorias e pensões. Porém, essa dinâmica está restrita à Região Sudeste.

"Nas demais regiões a variação não foi significativa", informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

Em termos absolutos, cerca de 1 milhão de pessoas alcançaram ou superaram o limite de US$ 5,50 por dia, mas 700 mil delas se encontravam no Sudeste. Já quase metade dos brasileiros (47%) abaixo da linha da pobreza no ano passado estava no Nordeste.

O Maranhão é a unidade federativa com o maior percentual de pessoas abaixo da linha da pobreza: 53% do estado. Santa Catarina, por sua vez, demonstrou a menor desigualdade, com 8% de pobres em sua população.

Todos os estados das regiões Norte e Nordeste apresentaram indicadores de pobreza acima da média nacional, de 25,3% dos brasileiros. Já as demais unidades federativas do país ficaram abaixo desse número.

O estudo do IBGE mostra que mesmo a inserção no mercado de trabalho não é condição suficiente para que a pobreza seja superada. Entre os ocupados, 14,3% estavam em situação de pobreza em 2018.

Desse total, 24,2% exercem a função de trabalhadores domésticos, enquanto 23,4% atuam como empregados sem carteira de trabalho assinada e 19,9% trabalham por conta própria.

É possível analisar também que a pobreza não afeta igualmente a todos os brasileiros.

Entre as crianças recém-nascidas até os 14 anos de idade, 42,3% estavam abaixo da linha. Os idosos representavam somente 7,5% do total.

Na comparação racial, as pessoas de cor ou raça preta ou parda eram 32,9% dos pobres brasileiros no ano passado. Os brancos não tinham menos da metade, com 15,4% deles abaixo da linha da pobreza.