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Atividade econômica contrai pelo 4º mês em novembro e mais que o esperado, mostra BC

Por Camila Moreira

SÃO PAULO (Reuters) - A economia brasileira registrou retração mais forte que o esperado em novembro e marcou o quarto mês seguido no vermelho, de acordo com dados do Banco Central divulgados nesta sexta-feira, ressaltando a dificulade da atividade em ganhar ritmo no final de 2022 diante dos juros elevados e com um cenário global de desaceleração.

Em novembro, o Índice de Atividade Econômica do BC (IBC-Br) caiu 0,55% na comparação com o mês anterior, mostrou o dado dessazonalizado do indicador que é um sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB).

Essa é a contração mais forte desde a queda de 1,2% vista em agosto, e foi pior do que a expectativa em pesquisa da Reuters de queda de 0,20%.

O BC ainda piorou o resultado de outubro para uma taxa negativa de 0,28%, de recuo informado antes de 0,05%.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva herdou para seu terceiro mandato uma economia que enfrentava no final de 2022 os efeitos defasados do forte aperto monetário promovido pelo Banco Central, além do fantasma de uma recessão global.

Na comparação com novembro do ano anterior, o IBC-Br teve alta de 1,65%, enquanto no acumulado em 12 meses passou a um avanço de 3,15%, de acordo com números observados.

O mês de novembro foi marcado por perdas generalizadas entre as atividades econômicas. A produção industrialteve queda de 0,1%, enquanto as vendas no varejo recuaram 0,6% sobre o mês anterior, interrompendo três meses de ganhos.

O volume de serviços no Brasil marcou o segundo mês seguido sem ganhos ao ficar estável em novembro.

Apesar da melhora do mercado de trabalho, ainda pesavam sobre a economia brasileira no final do ano pasado o encarecimento do crédito e as incertezas em torno da pauta econômica e fiscal do governo de Lula.

Além disso, o impacto positivo da reabertura econômica após as restrições pela Covid-19 já se dissipavam.

Para combater a inflação, o Banco Central tirou a taxa básica de juros da mínima de 2% para os atuais 13,75%. A autoridade monetária volta a se reunir em 31 de janeiro e 1° de fevereiro para debater a trajetória da política monetária.