IBC-Br e Focus mostram vigor da economia, avalia Tombini

O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, utilizou os últimos resultados do Índice de Atividade Econômica do BC, o IBC-Br, e da pesquisa Focus para mostrar que o crescimento da economia brasileira se acelerou significativamente no segundo semestre do ano e que deverá manter o atual ritmo em 2013. Segundo o IBC-Br, o crescimento anualizado no terceiro trimestre deste ano foi de 4,7%, enquanto a Focus prevê uma expansão de 4% para o segundo semestre de 2012 e para o próximo ano. "Os indicadores demonstram o que o BC já vinha falando, há algum tempo, que o segundo semestre teria crescimento maior", acrescentou.

O presidente da autoridade monetária destacou um conjunto de estímulos que ajudam a impulsionar a atividade no País, como a redução de juros, a melhora das condições de liquidez do mercado financeiro, melhores condições para financiamento de famílias e empresas, além dos incentivos fiscais e tributários concedidos pelo governo. Tombini citou ainda a queda da chamada taxa prime - que pode ser comparada internacionalmente no financiamento para empresas - de 17,5% em agosto de 2011 para 11,9% em agosto deste ano. "A queda de juros no crédito livre mostra a redução de spreads praticados pelos bancos", completou.

Para ele, a demanda doméstica continuará sendo o principal fator de sustentação do crescimento brasileiro. "Desemprego segue em continua redução, em nível historicamente baixo. Temos massa salarial que cresce 5,9% até setembro na comparação com o mesmo período do ano passado", acrescentou.

Investimentos

Alexandre Tombini avaliou que as perspectivas em relação sobre novos investimentos por parte da indústria são mais favoráveis, uma vez que a confiança dos empresários continua em alta. Ele ressalta que a desvalorização de 18,8% no câmbio entre dezembro de 2010 e outubro deste ano deu mais condições de competitividade ao setor industrial nos últimos meses. "Também houve recuo dos estoques e deve haver mais produção para reposição. Há um conjunto de indicadores alvissareiros para a atividade à frente", afirmou.

Tombini também destacou um cenário mais positivo para a atividade agropecuária, e lembrou que a pesquisa de mercado Focus já detectou uma recuperação do Produto interno Bruto (PIB) do setor. "Os preços internacionais para agropecuária se sustentam em patamares favoráveis e temos fontes de financiamento com crescimento estimado em 7,5% para próximo ano safra", acrescentou, lembrando que o setor de serviços segue crescendo acima da media da economia, mas vem em trajetória de moderação.

Preços administrados

Para o presidente do BC os preços administrados também apresentam menor expansão para 2013. "Para inflação continuar sob controle, política monetária permanecerá vigilante", disse. Ele voltou a dizer que a inflação no País está em processo de convergência não linear ao centro da meta, sujeita a reversões.

Tombini ponderou, no entanto, que os preços agrícolas no atacado já apresentam recuo desde meados de outubro e têm forte redução em novembro. "Esperamos reflexos nos preços aos consumidores nos próximos meses", completou.

Entre os fatores que têm ajudado a manter as pressões inflacionárias controladas, Tombini citou o ritmo mais moderado de crescimento dos salários. O crescimento do rendimento médio nominal em 2012 é menor do que se viu ao longo do ano de 2011.

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