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IA pode ser grande aliada da segurança cibernética, diz executivo da Avast

Ramon de Souza
·2 minutos de leitura

Poucos temas dentro do mercado de tecnologia são tão controversos quanto inteligência artificial. Alguns a amam, e tantos outros a odeiam — não faltam motivos para tal polaridade. Ao mesmo tempo em que o conceito simboliza um enorme avanço para o ser humano criar uma consciência à sua semelhança, também surgem preocupações com questões de ética e comportamento de algoritmos inteligentes.

Para celebrar o Mês da Segurança Cibernética (outubro), a Avast promoveu nesta quinta-feira (8) mais uma edição da CyberSec & AI Connected, sua conferência anual para profissionais e acadêmicos do setor que debate a interseção entre privacidade, inteligência artificial, aprendizagem de máquina e segurança da informação. Como poderíamos imaginar, o evento ocorreu de forma online, com transmissão para o mundo inteiro.

Falando diretamente do Vale do Silício, na Califórnia (EUA), Rajarshi Gupta, gerente de inteligência artificial da empresa tcheca, afirmou que é necessário acabar com a “má reputação” que tais tecnologias ganharam ao longo dos últimos tempos. Após recapitular as principais discussões do seminário, o executivo garantiu que o conceito pode parecer ameaçador, mas também pode ser usado para o bem.

<em>Imagem: Reprodução/Jourdan Wee (Pexels)</em>
Imagem: Reprodução/Jourdan Wee (Pexels)

“A inteligência artificial é o grande desafio para segurança, mas também é uma grande oportunidade para a segurança”, destaca Gupta. “Trata-se de uma ferramenta valiosa para identificar malwares dinâmicos e comportamentos maliciosos com agilidade”, aponta. Não é a toa que a maioria das soluções de proteção de endpoint já contam com módulos de machine learning para identificar ameaças inéditas e desconhecidas por pesquisadores.

Isto posto, outro uso útil destacado pelo especialista é a detecção de aplicativos para smartphones que possam conter scripts maliciosos e causar danos à privacidade do internauta.

Ademais, o profissional ressalta que, por mais que a IA possa parecer ameaçadora por usar uma grande quantia de informações para treinar algoritmos, cases de sucesso como sistemas de rastreamento da COVID-19 (que coletam e analisam dados anonimizados) mostram que tais sistemas “podem continuar funcionando enquanto protegem a privacidade pessoal dos usuários”.

Fonte: Canaltech

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