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IA identifica melatonina como potencial auxiliar no tratamento da COVID-19

Natalie Rosa
·2 minuto de leitura

Entre os tratamentos naturais para o controle do sono está a melatonina, que se popularizou nos últimos anos por ajudar pacientes com insônia, mesmo que o acesso ao medicamento no Brasil não seja fácil. A substância é um hormônio produzido pelo organismo naturalmente e que, quando suplementado, pode ajudar a regular o ciclo do sono. Mas agora, parece que ela terá uma outra função no corpo humano, se houver mais avanços nos estudos com a substância.

Segundo os pesquisadores de uma clínica de Cleveland, nos Estados Unidos, a melatonina pode ser uma aliada no tratamento da COVID-19. A descoberta foi feita por uma inteligência artificial desenvolvida pela Lerner Research Institute, que analisava a eficácia de medicamentos já aprovados pela FDA (Food and Drug Administration) para identificar possíveis remédios contra o coronavírus.

De acordo com dados obtidos pela inteligência artificial, o uso da melatonina foi associado a uma probabilidade de quase 30% menos chance de testar positivo para o SARS-CoV-2. Isso, ajustando a IA com base em comorbidades, raça, idade e históricos, como o fato de ser fumante. Ainda segundo as informações, a probabilidade de testes positivos aumentou de 30% para 52% em pessoas negras dos Estados Unidos.

<em>Imagem: Reprodução/Christina Victoria Craft/Unsplash</em>
Imagem: Reprodução/Christina Victoria Craft/Unsplash

Feixiong Cheng, principal autor do estudo, diz que, no entanto, a notícia não é motivo para a automedicação com a melatonina sem a recomendação de um médico. “Estudos observacionais de larga escala e testes aleatórios controlados são cruciais para validar os benefícios clínicos da melatonina em pacientes com a COVID-19”, conta o pesquisador, afirmando ainda que a esquipe de cientistas está empolgada com o avanço desses estudos.

Os médicos contaram com metodologias de medicina em rede para fazer a descoberta, além de registros eletrônicos de saúde em grande escala da Cleveland Clinic, identificando então manifestações clínicas e doenças comuns entre a COVID-19 e outras patologias. Com essas metodologias, os pesquisadores descobriram, por exemplo, que proteínas associadas à sepse e síndrome de angústia respiratória são duas grandes causas de morte de pacientes em condições críticas devido ao coronavírus, sendo elas altamente ligadas às proteínas do SARS-CoV-2. Sendo assim, medicamentos já aprovados para tratar essas duas condições também podem ser úteis no tratamento da COVID-19.

"Estudos mais recentes sugerem que a COVID-19 é uma doença sistemática que está impactando múltiplos tipos de células, tecidos e órgãos, e entender essas interações complexas entre o vírus e outras doenças é essencial para o compreender as complicações relacionadas à COVID-19 e identificar medicamentos reutilizáveis", completa Dr. Cheng.

A pesquisa completa está disponível para consulta online.

Fonte: Canaltech

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