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IA do Google gera previsões que podem ajudar a conter o novo coronavírus

Claudio Yuge

O mundo todo corre para tentar encontrar uma vacina ou um remédio eficaz contra o novo coronavírus (SARS-CoV-2) e, já que estamos na era da inteligência artificial (IA), por que não usar o poder dos avanços recentes para essa finalidade? E é exatamente isso que o Google vem fazendo, com o aprendizado profundo de máquina da poderosa DeepMind.

Uma equipe britânica vem usando um novo sistema da DeepMind para compartilhar suas previsões sobre as estruturas de proteínas do SARS-CoV-2, que causa a doença COVID-19. Esse processo consiste, basicamente, em usar um algoritmo em uma técnica conhecida como "modelagem livre", que permite antecipar combinações proteicas quando não há outras semelhantes disponíveis.

Estrutura do novo coronavírus (Imagem: Reprodução/G1)

Com as descobertas da DeepMind, a esperança é de reduzir o tempo de trabalho para determinar a estrutura da proteína de um vírus. "Conhecer a estrutura de uma proteína fornece um recurso importante para a compreensão de como ela funciona, mas experimentos para determinar a estrutura podem levar meses ou mais e alguns provam ser intratáveis", destaca o blog da DeepMind.

Google tem driblado a burocracia para agilizar o processo

A DeepMind disse que está pulando o processo de verificação experimental das descobertas e também o processo de revisão por pares com publicação em um periódico acadêmico — algo que pode levar meses. "Enfatizamos que essas previsões de estrutura não foram verificadas experimentalmente, mas esperamos que possam contribuir para responder à comunidade científica questões sobre como o vírus funciona e servir como uma plataforma de geração de hipóteses para futuros trabalhos experimentais no desenvolvimento de terapias", afirmou o blog.

"Normalmente, esperaríamos para publicar este trabalho até que ele fosse revisado por pares para uma revista acadêmica. No entanto, dada a seriedade potencial e a sensibilidade temporal da situação, estamos liberando as estruturas previstas como as temos agora, sob uma licença aberta para que qualquer pessoa possa usá-las ", acrescentou.

Imagem: Reprodução/Pixabay

A licença aberta permitirá que qualquer pesquisador desenvolva, adapte ou compartilhe as descobertas da DeepMind. O Google adquiriu a empresa de pesquisa com sede em Londres por US$ 400 milhões em 2014. A empresa já havia usado IA para impulsionar avanços na área da saúde, desenvolvendo modelos para identificar doenças oculares e detectar câncer de pescoço.

Até agora, são quase 98,1 mil casos confirmados do novo coronavírus, com 3.356 mortes e cerca de 54,2 mil pacientes recuperados.

Fonte: Canaltech

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