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iFood é obrigado a desbloquear entregador acusado de extravio

·2 min de leitura
Ifood: caso aconteceu em agosto de 2021. (Getty Images)
Ifood: caso aconteceu em agosto de 2021. (Getty Images)
  • Ifood: Justiça determina que empresa desbloqueie entregador;

  • Profissional foi acusado de emprestar conta a terceiros e extraviar produtos;

  • Juíza entendeu que não há provas que confirmem tais atitudes.

A Justiça de São Paulo determinou que o iFood desbloqueie um entregador suspenso por supostamente ter violado os termos de uso da plataforma. A decisão aponta que a empresa não permitiu que o trabalhador se defendesse e não apresentou provas concretas da violação.

O caso aconteceu em agosto de 2021, quando o iFood descredenciou o parceiro após apontar que ele teria alugado ou emprestado sua conta a terceiros, além de extraviar os produtos de um pedido feito pelo aplicativo. Como prova, a plataforma juntou ao processo uma captura de tela de seu sistema interno.

O trabalhador, por sua vez, garantiu que nunca cedeu sua conta a outra pessoa, nem deixou de realizar as entregas. Ele garantiu que sempre foi bem avaliado pelos usuários e que quando, “por motivos de força maior”, não conseguiu entregar algum pedido, a “a situação era reportada imediatamente ao suporte" da plataforma.

Sentença

Para a juíza Flavia Bezerra Tone Xavier, da 3ª Vara Cível do Foro Regional Nossa Senhora do Ó, na Zona Norte da cidade, o print de tela apresentado pelo iFood não é suficiente para comprovar o extravio dos produtos.

Na decisão proferida no dia 07 de março, ela ainda classifica como “inadmissível” o descredenciamento de um colaborador sem uma justificativa plausível.

"É natural que, em situações como estas, haveria na plataforma digital reclamações de usuários, denúncias contra o entregador, atendimento de suporte relatando a má conduta do motorista parceiro, entretanto nenhuma prova foi juntada nesse sentido. O mero ‘print’ do sistema interno não se revela suficiente para comprovar a violação aos termos do uso, porquanto se trata de prova unilateral", afirmou.

Procurado pelo O Globo, o iFood disse que não comenta casos em andamento, mas que "valoriza e respeita seus parceiros, e que não tem nenhum interesse em ter os entregadores desativados". A empresa ainda destacou que informações sobre desativações podem ser obtidas por meio do suporte do aplicativo.