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Hungria abre investigação por escândalo de espionagem Pegasus

·1 minuto de leitura
Políticos europeus e organizações de imprensa responderam com indignação a relatos de que jornalistas, figuras da oposição e ativistas em todo o mundo aparentemente foram espionados usando software israelense

A Procuradoria-Geral de Budapeste anunciou, nesta quinta-feira (22), a abertura de uma investigação após as revelações da mídia de que eo programa de computador de espionagem Pegasus, de origem israelense, foi usado para vigiar cerca de 300 números de telefone.

"Após várias denúncias, a Procuradoria-Geral ordenou a abertura de uma investigação sobre a possível coleta não autorizada de informações confidenciais", disse a Procuradoria em um comunicado.

Após seis meses de investigações, um consórcio de 17 veículos de comunicação internacionais acusou a Hungria de usar, assim como Marrocos, México e outros países, a tecnologia de espionagem Pegasus, criada pelo grupo israelense NSO.

Na Hungria, cerca de 300 celulares pertencentes a jornalistas, advogados e pessoas de negócios foram alvo dessa espionagem, segundo o consórcio de veículos Forbbiden Stories, o que seria um caso único no berço da União Europeia.

As autoridades do governo afirmam que as acusações são "infundadas".

A oposição liberal, os representantes de jornalistas e advogados exigiram uma investigação independente.

A Comissão Europeia publicou na terça-feira seu relatório anual sobre a situação do estado de direito nos países da UE, com críticas particularmente a Hungria e Polônia por violaçõe da independência judicial, pluralismo da imprensa e fracassos no combate à corrupção.

O programa Pegasus pode hackear os celulares sem que o dono perceba, o que permite aos clientes lerem todas as mensagens, rastrear a localização do aparelho e interferir na câmera e no microfone do celular.

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