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Humanidade produziu mais de 8 milhões de toneladas de lixo plástico com a covid

·3 min de leitura

Apesar da redução geral de 5,6% nas emissões de CO2 que o mundo experimentou em 2020, por conta das restrições estabelecidas pela pandemia, a covid-19 aumentou a procura por produtos plásticos descartáveis. Uma pesquisa liderada pela Nanjing University estimou que a pandemia já produziu mais de 8 milhões de toneladas de lixos plásticos, incluindo materiais hospitalares, máscaras descartáveis e embalagens de compras online. Desse total, mais de 25 mil toneladas foram parar nos oceanos.

A partir de modelos computacionais, os pesquisadores analisaram a quantidade de lixo plástico produzido por cada país, observando como este material seria transportado ao mar pelos principais rios, além de observar a jornada desse lixo pelo oceano. “Isso representa um problema duradouro para o ambiente oceânico”, disseram os autores do estudo. Eles também alertaram sobre a necessidade de uma gestão eficaz dos resíduos hospitalares.

(Imagem: Reprodução/OceansAsia.org)
(Imagem: Reprodução/OceansAsia.org)

Os lixos hospitalares relacionadas à covid-12 incluem kits de teste, equipamentos de proteção individual, máscaras, luvas e protetores faciais. Mas também há itens secundários, como talheres e copos plásticos, que também entraram na conta. Além disso, o mundo passou a comprar pela internet como nunca e, com isso, as embalagens dos produtos se tornaram mais uma fonte de lixo plástico adicional.

O que deixa o problema ainda maior é que apenas uma pequena parte desse tanto de lixo é processada da maneira correta ou, então, reciclada. Segundo um levantamento realizado pela OceansAsia, cerca de 1,5 bilhão de máscaras faciais foram lançadas aos mares em 2020 — uma grave ameaça à vida marinha, pois muitas espécies acabam morrendo ao ingerir plástico pensando ser comida, ou por ficarem presos no lixo.

A equipe de pesquisadores também considerou dados como número da população, produção de máscaras, de testes e hospitalizações por covid-19. Ainda, acessaram os relatórios financeiros de grandes empresas de comércio eletrônico, como a Amazon e o Walmart, por exemplo. Eles estimaram um total de 8,4 milhões de toneladas de lixo plástico relacionado à pandemia, sendo que os hospitais são os que mais contribuíram, gerando até 87,4% deste lixo total.

(Imagem: Reprodução/Yiming Peng et al.)
(Imagem: Reprodução/Yiming Peng et al.)

A Ásia foi o continente que mais produziu lixo, cerca de 46%, seguida pela Europa, responsável por 24%, e pelas Américas do Norte e do Sul, que totalizam 22%. ”As maiores fontes de resíduos excedentes foram hospitais em áreas que já lutavam com a gestão de resíduos antes da pandemia”, disse Amina Schartup, professora da Scripps Institution of Oceanography e coautora do estudo.

A pesquisa também estimou que os rios já lançaram 25.900 toneladas do lixo plástico aos mares — o que corresponde a 1,5% dos resíduos descartados pelos rios de todo mundo. A maior parte desse lixo, disseram os autores, será depositado nas praias e no fundo do mar dentro de três anos. O Ártico, considerado particularmente vulnerável às mudanças climáticas, deve se tornar um beco sem saída para grande parte deste lixo.

Até o final deste ano, os pesquisadores estimam um total de 11 milhões de toneladas de plástico gerado pela pandemia, dentro os quais 32 mil toneladas serão lançadas aos oceanos através dos rios. A equipe ressaltou a necessidade de desenvolver alternativas ecologicamente corretas, além de conscientizar a população quanto aos impactos ambientais do descarte inadequado de lixo.

A pesquisa foi publicada na Proceedings of the National Academy of Sciences.

Fonte: Canaltech

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